City foi rejeitado por titular do Bayern antes de gastar R$ 1,3 bilhão com Bouaddi e Enzo
Meio-campista do Bayern era prioridade do clube inglês, que aceitaria pagar 100 milhões de euros
O Manchester City esteve disposto a fazer um investimento de até 100 milhões de euros para contratar Aleksandar Pavlovic na última janela de transferências, mas encontrou uma barreira que dinheiro nenhum resolveu: a vontade do jogador de permanecer no Bayern de Munique.
A informação revelada pela “Sky Sports” da Alemanha diz o clube inglês monitorava o meio-campista desde março, e tinha Pavlovic como uma das principais prioridades para reformular seu meio-campo. Segundo os repórteres Florian Plettenberg e Luca Sixtus, o diretor de futebol Hugo Viana foi uma das figuras mais interessadas no negócio e manteve contato com os representantes do jogador.
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Pavlovic oferecia ao Manchester City um perfil próximo ao de Rodri
Pavlovic chegou a ser discutido internamente antes de outros nomes que acabaram desembarcando em Manchester. O City posteriormente contratou Ayyoub Bouaddi, do Lille, e Enzo Fernández, do Chelsea, mas, segundo a Sky, o alemão estava à frente dos dois na avaliação inicial do clube.
Rodri, referência da equipe durante boa parte da última década, deixou o clube para defender o Barcelona em agosto, encerrando uma passagem marcada por títulos e pelo controle do setor central. A saída do espanhol obrigou o City a procurar não apenas um substituto, mas alguém capaz de assumir parte das responsabilidades que faziam de Rodri o ponto de equilíbrio da equipe.
Formado nas categorias de base do Bayern, o alemão não é um volante limitado à destruição de jogadas. Seu jogo combina capacidade de proteção à defesa com qualidade para iniciar os ataques e dar ritmo à equipe.
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Na temporada passada, Pavlovic atuou em 24 partidas da Bundesliga e começou 16 delas. A concorrência com Leon Goretzka e a presença de outros meio-campistas limitaram sua quantidade de partidas como titular, mas ele continuou sendo utilizado como uma das principais alternativas de Vincent Kompany para a posição.
Seu comportamento com a bola ajuda a entender o interesse. Pavlovic procura constantemente se oferecer para os zagueiros e receber de frente para o campo, em vez de simplesmente ocupar a frente da defesa. Defensivamente, também não é um jogador que precisa abandonar o espaço à frente da defesa para participar do jogo.
Esse perfil o aproximava de uma necessidade do City. Rodri não era apenas o jogador que recuperava a bola à frente da defesa: também era quem oferecia uma saída segura sob pressão, ajudava a equipe a controlar o ritmo e dava liberdade para os companheiros atacarem espaços mais avançados.
Pavlovic não é uma cópia de Rodri e seria exagero tratá-lo como tal aos 22 anos, mas reúne características que poderiam permitir ao City reconstruir a posição a partir de um jogador ainda jovem. Sua experiência em um Bayern que também busca controlar partidas por meio da posse e da ocupação do campo tornava a adaptação interessante.
Bayern ganhou força com recusa de jogador formado no clube
Apesar da disposição financeira do Manchester City, a negociação não avançou porque Pavlovic não demonstrou interesse em deixar Munique. Segundo a Sky, depois da Copa do Mundo de 2026 as conversas ficaram mais concretas, com os ingleses dispostos a chegar aos 100 milhões de euros.
O Bayern foi informado sobre a possibilidade, mas não chegou a precisar decidir se aceitaria ou não a proposta. Pavlovic optou por permanecer no clube. “Sou bávaro, sou de Munique e quero ficar no Bayern”, afirmou o meio-campista ao justificar sua decisão.
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A escolha representa mais do que a permanência de um jogador importante para o elenco. Pavlovic é um dos principais exemplos recentes da formação do Bayern e se tornou uma peça de longo prazo para o clube. Seu contrato vai até 2029.
Ele entrou na estrutura do Bayern ainda jovem e ganhou espaço no time profissional justamente em um momento no qual o clube procurava soluções para a posição de volante. Desde então, acumulou 106 partidas oficiais, oito gols e sete assistências, além de dois títulos da Bundesliga, uma Copa da Alemanha e uma Supercopa alemã.
O City, por sua vez, precisou seguir outro caminho. Depois da recusa, o clube avançou em sua reformulação do setor e fechou com Bouaddi e Enzo Fernández — depois de já terem fechado com Elliot Anderson. Os dois representam soluções diferentes para o problema criado pela saída de Rodri.
Para o Bayern, a história termina com uma demonstração importante de força: o clube não apenas manteve um meio-campista de 22 anos que despertou interesse de um dos maiores investidores do mercado, como também ganhou a garantia de que seu principal projeto para o futuro do setor não tinha pressa para sair de casa.