Inglaterra

City quer evitar efeito Cole Palmer e se nega a reforçar rival mais uma vez

Citizens seguram venda de uma de suas maiores revelações da base para rival em meio a forte investimento na janela de verão europeu

Talvez uma das maiores decepções da diretoria do Manchester City foi permitir a saída de Cole Palmer ao Chelsea em 2023. O ”Homem de Gelo” se tornou um dos principais jogadores dos Blues e poderia ser útil ao time de Guardiola atualmente.

Desde que saiu dos Citizens, o meia disputou 71 jogos, marcando 39 gols e contribuindo com 21 assistências. Na temporada passada, Palmer marcou 27 gols e deu 15 assistências em 48 jogos. Números consistentes que fizeram a administração do clube inglês repensar sua política atual de transferências e impedir que tal situação não ocorresse novamente.

Para evitar que outro rival se reforce com revelações de suas categorias de base, o City promete uma postura mais cautelosa quando algum time inglês demonstrar interesse em alguma de suas joias.

Tanto que o Chelsea procurou por outro jovem prospecto dos Citizens, desta vez, o meia Nico O’Reilly, de apenas 19 anos. O jogador disputou seis jogos pela equipe principal e marcou um gol em partida da Copa da Inglaterra.

Os números O’Reilly são impressionantes nas categorias de base. Nas camadas inferiores, o jogador marcou 28 gols e 20 assistências em 85 partidas. Até por conta do que demonstrou nas equipes menores, a diretoria do Manchester City quer desenvolver seu mais novo prospecto a fim de prepará-lo ao time principal.

Dentro da comissão técnica dos Citizens, a expectativa é de O’Reilly seja o substituto ideal para Rodri, já que o jovem meia tem muita qualidade para criar jogadas e ditar o ritmo de jogo em campo.

Nova joia do Manchester City chama atenção do Chelsea, mas diretoria dos Citizens querem fazer diferente do que foi com Cole Palmer
Nova joia do Manchester City chama atenção do Chelsea, mas diretoria dos Citizens querem fazer diferente do que foi com Cole Palmer. Foto: Imago

City investiu pesado na última janela para tentar amenizar crise

Além de segurar seus jovens jogadores e desenvolvê-los no clube, o Manchester City foi um dos clubes que mais investiu na última janela de transferências. Vivendo um de seus piores momentos desde o início da gestão Guardiola, o clube gastou 180 milhões de libras (quase R$ 1,3 bilhão) para renovar alguns setores da equipe.

Os Citizens trouxeram Omar Marmoush, do Eintracht Frankfurt, por 59 milhões de libras (R$ 426,2 milhões), Vitor Reis, do Palmeiras, por 29,6 milhões (R$ 213,8 milhões), e Abdukodir Khusanov, do Lens, por 33,6 milhões (R$ 242,7 milhões). O clube inglês ainda fechou a contratação de Nico Gonzalez, do Porto, por 50 milhões (R$ 361,2 milhões), pouco antes do prazo final do período de transferências.

Só o City gastou sozinho quase metade do valor dos demais clubes que disputam a Premier League. Ao todo, os times da elite do futebol inglês somaram 370 milhões de libras em contratações.

Ainda é incerto se as novas contratações darão resultado. Se o investimento se provar ineficiente, ao menos Guardiola e sua comissão técnica sabem que — dentro do clube, há jogadores em pleno desenvolvimento e dispostos a novos desafios na equipe principal.

Foto de Lucas de Souza

Lucas de SouzaRedator

Lucas de Souza é jornalista formado pela Universidade São Judas em São Paulo. Possui especialização em Marketing Digital pela Digital House, e passagens pelos sites Futebol na Veia e Futebol Interior.

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