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Júlio César tem o perfil de goleiro que o Arsenal precisa

Não é apenas o título da seleção brasileira que está em jogo na Copa das Confederações para Júlio César. Sem destino definido para a próxima temporada, depois do rebaixamento do Queens Park Rangers, o goleiro tenta mostrar serviço para receber ofertas polpudas dos clubes europeus. E, até o momento, o camisa 12 tem cumprido bem seu objetivo, especialmente depois da atuação salvadora na semifinal contra o Uruguai.

Até o momento, três potenciais destinos surgem ao brasileiro: a Roma, a Fiorentina e o Arsenal, que entrou na disputa nos últimos dias, segundo a imprensa inglesa. Na Itália, tem a chance de voltar ao país onde se consagrou em dois clubes médios. Nos Gunners, tem a chance de continuar em Londres, de disputar a Liga dos Campeões e de participar do projeto de um clube que, ao menos pelas últimas afirmações, volta a ter grandes ambições. Pontos que garantem alguma vantagem a Arsène Wenger na corrida.

O salário atual de Júlio César, € 84 mil semanais, estaria entre os maiores da folha de pagamentos do Arsenal, mas não parece ser um grande empecilho. Enquanto Wojciech Szczesny não transmite total confiança na meta dos londrinos, Wenger teria à disposição um goleiro experiente para assumir a posição. E as boas atuações de Júlio César no QPR serviriam de garantias, embora o goleiro também tenha cometido algumas falhas na última temporada da Premier League.

De certa forma, a possibilidade de transferência de Júlio César se assemelha à chegada do último titular absoluto no gol do Arsenal, Jens Lehmann. O alemão tinha os mesmos 33 anos do brasileiro quando foi levado a Highbury e, apesar também parecia distante do ápice da carreira, após ser desbancado por Roman Weidenfeller no Borussia Dortmund.

Apesar da desconfiança, Lehmann foi titular absoluto em sua primeira temporada no Arsenal, 2003/04, na qual se consagraria o time dos “Invencibles”. E o sucesso na Inglaterra renovou sua confiança na seleção alemã, titular na Copa do Mundo de 2006 e eleito o melhor goleiro europeu naquele ano pela Uefa. Um histórico que poderia servir de trunfo para os Gunners, caso queiram mesmo convencer Júlio César.

Foto de Leandro Stein

Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreveu na Trivela de abril de 2010 a novembro de 2023.

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