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Guardiola compara Manchester City com seleção inglesa e diz que precisa de tempo

Pep Guardiola começou a sua carreira como técnico em 2008/09. Em todas as temporadas desde então (exceto 2012/13, quando tirou um ano sabático), sempre conseguiu chegar à semifinal da Champions League, seja por Barcelona, seja por Bayern de Munique. Em sua primeira temporada no Manchester City, foi eliminado nas oitavas de final pelo Monaco. Disse em entrevista neste domingo, que precisa de mais tempo no clube inglês do que precisou nos dois trabalhos anteriores, até comparando com o que acontece com a seleção inglesa.

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“Levará um tempo mais longo para colocar o time onde eu quero”, afirmou Guardiola à Sky Sports. “Os outros clubes, por muitas outras razões, estavam um pouco mais perto. Aqui, levará mais tempo”, analisou. “É isso que eu gosto. É a primeira vez na minha carreira como técnico que agora é o momento. Nos outros eu fui sortudo como técnico”, disse ainda o catalão. “Agora é a primeira vez que eu quero ajudar o time, não apenas em termos de títulos – ele são importantes -, mas o modo como nós jogamos, para que as pessoas digam ‘Pep pode fazer isso de novo em um time na Inglaterra como o Manchester City'”.

Guardiola acredita que o Manchester City precisa aprender a “jogar como um candidato” em grandes competições, algo que Barcelona e Bayern de Munique não precisam ser ensinados, e comparou a situação do clube com a seleção inglesa.

“Eu amo este clube e eu quero estar aqui por um longo, longo tempo. Muitas, muitas vezes como o City fez isso foi mais cedo que o Barcelona e o Bayern, então eu estou realmente impressionado. Mas em outros termos, nós temos algo que significa que precisamos de mais tempo. Nós precisamos de mais experiência para nos tornar um time estável”, analisou o treinador.

“É como a seleção inglesa. Eu não posso negar a qualidade de todos os jogadores ingleses jogando para Gareth Southgate. Eles são de alto nível. Mas eles precisam atingir este nível, chegar lá e vencer. Quando isso acontecer, a imprensa, as pessoas, os próprios jogadores, eles irão acreditar que são capazes de jogar contra a Alemanha em uma grande competição, não em um amistoso, contra Espanha, Itália e vencer”, continuou.

“Você precisa estar lá e fazer esse processo. No Manchester City é assim. Você precisa fazer esse processo e quando você chegar em uma semifinal, jogar como um concorrente, jogar como se você fosse capaz de vencer. Mas você precisa estar lá e vencer. Enquanto não tirarmos essa diferença, ela estará sempre lá”, declarou o treinador.

As especulações são que haverá uma grande mudança no elenco do Manchester City para a próxima temporada. Seis jogadores do atual elenco só têm contrato até o final da temporada. São eles: Yayá Touré, Gael Clichy, Pablo Zabaleta, Willy Caballero, Bacary Sagna e Jesus Navas. Guardiola, porém, se recusa a dizer que haverá tantas mudanças assim.

“Não é possível”, disse Guardiola. “Nenhum time tem dinheiro suficiente para empurrar 13 jogadores com contrato para fora do clube e comprar 13 jogadores. Não é uma solução. Eu acredito que a solução é melhorar o time”, completou.

Um dos grandes méritos de Guardiola nos seus tempos de Barcelona foi justamente trabalhar com um elenco que tinha seus problemas, ainda que com superestrelas. A defesa do Barcelona sempre foi questionada e o treinador lançou diversos jogadores jovens no time – Pedro, que faz sucesso no Chelsea atualmente, está entre eles. Muitos outros renderam com Guardiola algo que nunca mais conseguiram, como Isaac Cuenca ou mesmo Bojan Krkic.

No Manchester City, o técnico teve problemas com o goleiro, um problema que ele trouxe para si a responsabilidade depois de mandar Joe Hart embora e trazer Claudio Bravo, que foi mal e perdeu a posição para Willy Caballero, o seu reserva e reserva de Hart nos anos anteriores, trazido por Manuel Pellegrini do Málaga.

Guardiola terá que se adaptar ao elenco do City ou contratar jogadores a rodo até chegar em um elenco habilitado a fazer o seu estilo de jogo render. O desafio é sem dúvida maior em m time como o Manchester City comparado a Barcelona e Bayern, mas não dá para dizer que faltam condições, jogadores, recursos. Talvez seja preciso adaptar algumas coisas ao elenco que possui, que é, sem dúvida, muito talentoso.

Foto de Felipe Lobo

Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!). Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009, onde ficou até 2023.

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