Inglaterra

A bola pune: Goleiro ex-United chutou bola em cima do rival de propósito e acabou tomando o gol

Ter experiência na Premier League não é garantia alguma de que você nunca irá pagar mico em algum escalão mais baixo do futebol. Roy Carroll, goleiro do Notts County com passagens por Manchester United e West Ham, entre vários outros clubes, aprendeu isso da maneira mais dolorosa: protagonizando um dos gols mais bizarros do ano na derrota de sua equipe para o Cambridge United por 3 a 1, neste sábado, pela quarta divisão inglesa.

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Após abrir o placar no primeiro tempo, o Notts County havia visto o Cambridge empatar aos cinco minutos da segunda etapa, mas, jogando em casa, o resultado ainda era bom. Até que, aos 32 minutos do segundo tempo, Carroll foi sair jogando e começou a ser atrapalhado por Ben Williamson, meio-campista adversário. Irritado com o comportamento do oponente, resolveu chutar a bola em cima dele, esperando que o árbitro paralisasse a jogada e talvez advertisse Williamson. Mas as coisas não saíram como ele havia imaginado.

Para a sorte de Williamson, a bola acertou suas costas, subiu e foi caindo em direção ao gol. Vendo que o meia corria até a bola para se certificar de que ela entrasse e notando que a arbitragem nada havia marcado, Carroll até correu até o gol, mas já era tarde demais. Toda a indignação do experiente goleiro de 38 anos não adiantou, o gol acabou validade e foi crucial para a vitória dos anfitriões por 3 a 1.

Não dá para culpar muito Carroll. Mesmo com a vasta trajetória e com a série de clubes da primeira divisão em seu currículo, esse não é o tipo de situação pela qual se passa com alguma frequência. Por outro lado, dá para dizer que o futebol te propicia isso: aprendizados mesmo no fim da carreira.

Foto de Leo Escudeiro

Leo Escudeiro

Apaixonado pela estética em torno do futebol tanto quanto pelo esporte em si. Formado em jornalismo pela Cásper Líbero, com pós-graduação em futebol pela Universidade Trivela (alerta de piada, não temos curso). Respeita o passado do esporte, mas quer é saber do futuro (“interesse eterno pelo futebol moderno!”).

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