Inglaterra

Garoto de 7 anos agradece Rashford pela luta contra a fome: “Você me faz querer ser uma pessoa melhor”

Marcus Rashford tem tido um início de carreira exemplar não apenas dentro de campo, como também fora dele. Durante a quarentena, pressionou o governo britânico a manter um programa de refeições gratuitas a jovens carentes. Estendeu seus esforços contra a fome formando uma força-tarefa de grandes marcas alimentícias do Reino Unido e apoiando a organização especializada no assunto Fare Share. Todo esse trabalho ganhou o reconhecimento mais importante de todos: da própria criançada.

O atacante do Manchester United publicou em suas redes sociais uma carta que recebeu de um garoto de 7 anos, chamado Jack Lees, que agradece Rashford pelas “coisas incríveis” que ele tem feito para ajudar as famílias que precisam. “Amo todo o trabalho que você tem feito”, escreveu. “Você me inspirou porque é tão atencioso e ajudou crianças nos piores momentos de suas vidas”.

“Você me faz querer ajudar os outros e ser uma pessoa melhor. Por sua causa, vamos doar mais comida para bancos de alimentos, e nossos brinquedos e roupas para instituições de caridade para ajudar outras famílias”, completou. “Suas habilidades com futebol também me inspiraram a praticar para ser um jogador melhor”.

O garotinho, porém, fez um pedido que Rashford provavelmente não poderá realizar. “Você pode, por favor, jogar no Tottenham? Obrigado por tudo que você faz. Com amor, Jack Lees (7 anos)”, assinou.

Rashford divulgou a carta com uma mensagem de agradecimento: “Querido, Jack. Obrigado pela sua adorável carta. Ela me fez sorrir. Continue sendo gentil. É o que faz o mundo girar. MR”.

E depois voltou a falar sério sobre a fome, comentando uma reportagem sobre grupos que pressionam o governo a estender as refeições gratuitas a jovens carentes também nos feriados e nas férias escolares.

“Imagine deitar para dormir com o estômago cheio, se preparando para um bom sono, sabendo que há 1,1 milhão de crianças carentes que provavelmente estão acordadas, ouvindo seus estômagos roncarem, com os pais chorando, cujas vidas podem ser melhores com por uma única decisão”.

“Se uma criança precisa de acesso à comida na escola, claro que precisa de acesso à comida em casa! Por que não podemos ter garantias de que nossas crianças estarão protegidas durante as férias escolares? Por que isso é sequer uma questão? Como justificamos não ajudá-las? As pessoas estão perdendo seus empregos”.

“Somos o Reino ‘Unido’. Certamente sabemos o que é certo e o que é errado. Eu não me importo de onde você seja ou qual sua idade. Você não precisa ter passado fome para saber que é inaceitável em 2020. E isso não é um problema de COVID no Reino Unido”.

“As pessoas precisam de ajuda! Crianças precisam de nossa ajuda. Essas crianças são o futuro deste país – nossos enfermeiros, médicos, nosso funcionários de saúde. Um dia, precisamos deles e agora há pelo menos 1,1 milhão que não nos devem nada”.

“Como nos sentiríamos em relação a nossos mais vulneráveis se ele fizessem vista grossa às nossas necessidades? Pense nisso. De qualquer jeito, vou ‘me limitar ao meu futebol’”, afirmou, em alusão às ridículas críticas de que ele não deveria se meter em questões políticas por ser jogador de futebol.

Mas ainda bem que ele se mete. Além de ter forçado o recuo do governo britânico, Rashford também inspira garotinhos como Jack a serem mais solidários, cumprindo seu papel de cidadão com a mesma excelência que cumpre o de jogador, e gera resultados concretos no combate à fome.

“Antes de ir, nossa campanha no @FareShareUK está atualmente distribuindo 4.287.088 refeições às pessoas mais vulneráveis ao redor do Reino Unido. Graças a deus por voluntários altruístas que priorizam o bem estar das nossas crianças todos os dias. Eternamente grato por vocês”, encerrou.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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