InglaterraPremier League

Ferguson revela ideia de se tornar diretor do Man United

A pergunta parece eterna: quando Sir Alex Ferguson deixará o comando do Manchester United? Há 26 anos no cargo, o escocês segue sem ter a resposta. E garantir que, mesmo se deixar a beira do campo, irá continuar trabalhando com os Red Devils. O veterano de 71 anos promete trabalhar como diretor do clube após pendurar a prancheta.

“Não há como se livrar de mim. Eu provavelmente me tornarei diretor. Ninguém sabe quando eu vou me aposentar, nem eu. Não será um médico que me dirá para deixar o cargo. Terei um longo tempo pela frente como diretor, eu espero”, afirmou, em entrevista à revista twentyfour7.

Perguntado se Pep Guardiola seria seu sucessor ideal, Ferguson desconversou, mas apontou o desejo de contar com ex-jogadores na estrutura do clube: “Eles irão me perguntar. Mas penso que esta é uma decisão do clube, não minha. Olhando para o grupo atual, é difícil, mas Giggs e Scholes farão parte da estrutura. Fletcher, a longo prazo, possivelmente e Nicky Butt trabalhará com os reservas. Pensamos nisso porque é um plano de sucessão”.

Além disso, o escocês apontou o Bayern Munique como modelo, aproveitando o conhecimento de vários ex-jogadores: “O papel que Bobby Charlton desempenhou no clube foi fantástico. Ele deu um apoio enorme ao técnico e a vários jogadores. Eu penso que o Bayern tem o modelo perfeito. Não vejo problema em replicar isso em um clube que teve grandes jogadores e que agora são embaixadores, como Andy Cole, Bryan Robson e Peter Schmeichel”.

Nome de um setor das arquibancadas em Old Trafford e dono de uma estátua na frente do estádio, Ferguson possui contrato com o Manchester United até o final desta temporada, mas deve renovar. Líder da Premier League com 12 pontos de vantagem, o time segue vivo na Copa da Inglaterra e na Liga dos Campeões, pela qual enfrenta o Real Madrid na próxima quarta-feira.

Mostrar mais

Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

Conteúdos relacionados

Botão Voltar ao topo