Ferguson: Controle financeiro é bom, mas precisa ser cumprido
A Premier League aprovou uma nova política de administração financeira a ser aplicada pelos clubes a partir da próxima temporada. Um teto salarial será instituído, bem como um limite de déficit. Regras que tendem a controlar gastos excessivos, mas que ainda geram desconfiança. Sir Alex Ferguson é um dos que possui suas ressalvas quanto às mudanças, indicando que a aprovação do regulamento não significa o seu cumprimento.
“É tudo muito bom na teoria, mas continua sendo difícil de se aplicar na prática. Se as pessoas têm dinheiro para queimar, eles farão isso em qualquer lugar do mundo. Estarei interessado em observar como eles pensam que podem operar. As regras serão boas se forem aplicadas, mas tenho minhas dúvidas. Penso que sempre será um problema tentar fazer os outros cumprirem”, comentou o treinador.
Arsène Wenger também questionou as mudanças, temendo uma tentativa de centralização dos clubes: “Eu apoio o Fair Play Financeiro na maneira em que os clubes respeitam a administração de seus próprios recursos. Para o resto, apoio a liberdade, como usar os recursos dentro do clube. Não sou favorável a uma sociedade com controle centralizado e leis complicadas. O mínimo que podemos esperar é o respeito ao equilíbrio financeiro”.
Conforme a nova legislação financeira da Premier League, nenhum clube pode apresentar perdas superiores a € 105 milhões dentro de três temporadas. Além disso, as equipes com folhas salariais acima de € 52 milhões podem aumentar seus gastos em, no máximo, € 4 milhões de uma temporada para outra – ainda que a comprovação no aumento de lucros comerciais permitam a alteração neste valor. Arsenal e Manchester United encabeçaram o grupo de clubes favoráveis às novidades.



