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Estava entediado, explica Payet sobre sua saída do West Ham

Problemas familiares foram a primeira desculpa usada por Dimitri Payet para forçar a sua saída do West Ham. Quase dois meses depois, já com oito jogos e três gols pelo Olympique Marseille, o francês deixou os motivos mais claros: estava entediado, não queria disputar a parte de baixo da tabela da Premier League, desaprovava o esquema defensivo de Slaven Bilic e, naturalmente, estava irritado com toda a situação.

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“Eu não tinha desejo algum de jogar na parte de baixo da Premier League”, afirmou, segundo o Guardian. “O sistema defensivo que colocamos em prática não me dava nenhum prazer. Com o 5-4-1 à frente da nossa área, eu poderia ter toda a liberdade do mundo, então é difícil explicar. Você pode dizer que eu estava irritado, sim. Eu trabalhei duro todos os jogos sem nenhum prazer. Você pode dizer que eu estava entediado. Contra o Hull City, em casa, vencemos por 1 a 0, e eles acertaram a trave quatro vezes. Nos vestiários, todos estavam felizes, mas o melhor homem em campo foi a trave. Eu achei que eu não teria espaço para melhorar. Ao contrário, eu corria o risco de regredir. Eu precisava de outro desafio.”

Payet contou que conversou com o técnico Bilic já no começo da temporada sobre seu desejo de sair do clube, o que entra em conflito com sua declaração anterior porque, a essa altura, o West Ham havia acabado de realizar uma ótima temporada na Premier League e, com boas contratações, as expectativas eram de mais sucesso. Evidentemente, na prática, deu tudo errado nos meses seguintes.

“Eu havia dado um aviso que eu faria isso, mas talvez eles não tenham achado que eu falava sério. Falamos sobre isso quando voltei da Eurocopa, mas o clube fechou a porta e eu respeitei sua decisão. Quando o clube diz que você vale € 100 milhões, as negociações nunca vão muito longe. Eu poderia ter entrado em guerra no último verão. Agosto foi mal administrado”, disse.

A guerra veio em janeiro quando Payet bateu o pé para ser vendido para o Olympique Marseille de qualquer jeito. “Eu tive contatos com o Marseille e com Rudi Garcia, cuja filosofia eu conhecia muito bem. A escolha foi rápida. Se eu esperasse seis meses, eu perderia seis meses. Em janeiro, eu disse para eles que queria ir para o Marseille e para mais nenhum lugar. Quando me disseram ‘não’, e que era definitivo, eu respondi dizendo que eu não jogaria mais pelo West Ham”, justificou.

A greve de Payet durou algumas semanas antes de o West Ham concordar vendê-lo para o Olympique Marseille por € 28 milhões.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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