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Esse cara viu todos os jogos do Forest desde 1973. Até ontem

A cartilha do torcedor fanático aponta que não se deve perder um jogo sequer de seu clube de coração. E o inglês Stuart Astill levou essa premissa à risca desde que tinha 27 anos de idade. Ao longo dos últimos 40 anos, Astill esteve nas arquibancadas em todas as 1786 partidas disputadas pelo Nottingham Forest. Uma série só interrompida nesta segunda, quando se ausentou do empate contra o Burnley, pela segunda divisão inglesa.

“Eu perderei a atmosfera das arquibancadas. Eu sabia que minha sequência acabaria em algum momento, mas não esperava que fosse agora. É diferente ter que ouvir o jogo pelo rádio”, declarou o fanático, em entrevista ao jornal Daily Mail.

Astill teve a viagem até Burnley barrada pelos médicos após fazer uma cirurgia no pé, por conta de uma infecção. Aos 67 anos, o engenheiro aposentado já tinha viajado mais de 150 mil quilômetros para assistir ao Forest. Frequentador do estádio City Ground desde os 10 anos de idade, o inglês tinha perdido seu último jogo em 1973, por conta de um casamento.

Entre altos e baixos nos últimos 40 anos, Astill viu os Reds conquistarem um Campeonato Inglês, quatro Copas da Liga Inglesa e duas Copas dos Campeões, além de caírem ou subirem de divisão dez vezes. “Conquistar as copas europeias foi inacreditável. Ver John McGovern levantar a taça em Munique encheu meus olhos de lágrimas. E vi todos os jogos competitivos nos quais fomos comandados por Brian Clough”, afirmou.

A lealdade de Astill já rendeu alguns privilégios no estádio do clube. No início desta temporada, os novos donos do Forest deram uma cadeira especial para o torcedor. Apoio mais que necessário para que o clube tente retornar à Premier League após 14 anos – com o empate, os Reds assumem a quinta colocação e permanecem na zona de classificação aos playoffs da Championship.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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