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Elogiando o time jovem, Lahm traça paralelos entre a Inglaterra de 2018 e a Alemanha de 2006

Quando carregava menos expectativas do que em outros anos, a Inglaterra teve sua melhor campanha em Copas do Mundo desde 1990. O time de Gareth Southgate não encheu os olhos e contou com sua dose de sorte no chaveamento, mas também se mostrou competitivo o suficiente para avançar até as semifinais do Mundial. E para Philipp Lahm, capitão da Alemanha campeã do mundo em 2014, dá para traçar similaridades entre seus tempos de Nationalelf e o que acontece atualmente com os Three Lions. Para o veterano, os ingleses estão construindo uma base para olhar além durante os próximos torneios.

“Mesmo antes da Copa do Mundo, eu estava realmente interessado sobre a maneira como a Inglaterra poderia se sair. Eu acreditava que tinham boas chances, porque contavam com um time jovem e talentoso. Minha questão era se eles poderiam realmente sustentar a forma ao longo da competição e mostrar suas habilidades contra adversários difíceis. O que eu vi em campo foi um bom e funcional time. Todos ajudavam a todos e é isso que você precisa ter ao competir no mais alto nível. Um bom espírito de equipe é o que você precisa para ser bem sucedido”, apontou.

“Olhando para o que aconteceu com a Alemanha entre 2006 e 2014, esse espírito de equipe nos ajudou a escrever a história juntos, passando por diferentes momentos e acumulando semifinais. É algo extremamente educador, todo mundo sabia como um companheiro poderia reagir em momentos difíceis ou sob pressão. Esse conhecimento nos ajudou a competir no mais alto nível. De qualquer maneira, você ainda precisa de jogadores de qualidade na seleção, para que as conquistas aconteçam”, complementou.

Atualmente, Lahm trabalha como representante da campanha alemã para sediar a Euro 2024. O defensor avalia que o torneio continental pode ser um novo impulso ao futebol no país, como aconteceu durante a Copa de 2006. Diante do que acontece com a seleção, uma renovação de ares seria bem-vinda.

Foto de Leandro Stein

Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreveu na Trivela de abril de 2010 a novembro de 2023.

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