Inglaterra

Donos de clubes da MLB e empresário local torcedor são os três principais candidatos a comprar o Chelsea

Dois consórcios com americanos, um com dono do LA Dodgers e outro com dono do Chicago Cubs, estão na disputa com o empresário britânico e torcedor do Chelsea Nick Candy

Três grupos se destacam como principais candidatos a comprar o Chelsea depois que o clube foi colocado à venda e dois deles trazem empresários americanos que já atuam no esporte, enquanto outro é um empresário britânico e torcedor do clube. Segundo a empresa que faz a gestão da venda, o Raine Group, as propostas devem ser formalizadas até esta sexta-feira, dia 18. Cerca de 200 interessados apareceram, mas poucos devem ter condições de fazer uma proposta.

Consórcio tem dono parcial dos LA Dodgers

O consórcio formado por Todd Boehly, Hansjorg Wyss e Jonathan Goldstein foi o primeiro que surgiu como interessado a comprar o Chelsea, antes mesmo do anúncio de Roman Abramovich confirmando a intenção de vender. Boehly e Goldstein já tinham tentado comprar o Chelsea há três anos, sem sucesso.

Boehly é americano, dono de 20% dos Los Angeles Dodgers, uma das franquias mais poderosas e ricas da MLB, a liga norte-americana de beisebol. Já Jonathan Goldstein é um empresário britânico, do ramo imobiliário, e que é um velho parceiro de negócios de Boehly. Eles se uniram a Wyss, um empresário suíço baseado nos Estados Unidos e que é fundador de uma gigante que fabrica dispositivos e atua nos EUA e Europa, a Synthes Holding AG.

Nick Candy: britânico e torcedor do clube

Quem surgiu com muita força e neste momento é um dos favoritos a comprar o clube é Nick Candy. Ele é visto com bons olhos porque é britânico, empresário de incorporações imobiliárias de luxo, e é um torcedor fanático do Chelsea. No fim de semana, antes da vitória dos Blues sobre o Newcastle, ele deu entrevista à Sky Sports falando sobre sua paixão pelo clube.

“Torço pelo Chelsea desde que tinha quatro anos”, afirmou Nick Candy. “Pediram ao meu pai para jogar pelo Chelsea. Eu amo o Chelsea. Não me importo onde isso vai parar, mesmo que não seja comigo, desde que o clube fique em boas mãos”.

Um dos tópicos que ganhou força desde abril de 2021, quando a Superliga foi anunciada e implodiu em 48 horas, foi a participação na gestão do clube, sendo que o Chelsea foi um dos clubes onde a torcida foi mais atuante contra a participação nesse torneio. “Cem porcento [os torcedores sendo incluídos na gestão] e eles devem estar envolvidos. Tanto na diretoria quanto economicamente”, disse Candy.

Um torcedor do Chelsea, ainda mais sendo um empresário britânico sediado em Londres, é uma oportunidade perfeita para o governo em termos de imagem. Afinal, seria tirar o clube de um oligarca russo e colocar nas mãos de um cidadão local, com laços declarados com o clube. Ainda que a ideia de ter donos americanos, neste momento geopolítico, também tenha um simbolismo grande.

Donos do Chicago Cubs entram na briga

A família Ricketts, dona do Chicago Cubs, foi a última a entrar na corrida para a compra do Chelsea e não vem sozinha: formará um consórcio com o empresário Ken Griffins, que é um bilionário dos fundos hedge, segundo confirmado pelos Ricketts. Segundo descrito pela Sky Sports, “é a proposta mais completa na mesa”.

“Como operadores de longa data de uma equipe esportiva profissional icônica, a família Ricketts e seus parceiros entendem a importância de investir para o sucesso em campo, respeitando as tradições do clube, dos torcedores e da comunidade”, disse a família Ricketts em um comunicado. “Estamos ansiosos para compartilhar mais detalhes de nossos planos no devido tempo”.

Tom Ricketts lidera o grupo que comprou o Chicago Cubs em 2009 do Tribune Co. por US$ 845 milhões. Os novos donos trouxeram diversas mudanças que acabaram por transformar esta década em um sucesso da franquia: conquistou o título da MLB, a World Series, em 2016, o que acabou com um jejum de 108 anos. Além disso, reformou o lendário Wrigley Field, o estádio onde os Cubs mandam seus jogos, em uma obra estimada em US$ 1 bilhão.

Segundo fontes disseram à Sky Sports, o histórico sucesso dos Ricketts à frente do Chicago Cubs e o poder financeiro do consórcio seriam uma receita ideal para ter sucesso em Stamford Bridge.

Os três grupos devem formalizar o interesse em forma de uma proposta ao Raine Group, que gerencia a venda, até sexta-feira. O governo britânico terá papel importante porque deverá aprovar as condições da venda. Assim, um fator político será importante e, também por isso, as especulações do Saudi Media Group como potencial candidato a comprar o clube não deve prosperar. Seria muito improvável que os sauditas, ainda que não ligados, neste caso, ao governo, recebessem aprovação do governo britânico neste momento.

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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