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De saída? Wenger diz que jornalistas sentirão sua falta

Pressionado, sem títulos e com uma temporada decepcionante. Essa tem sido a vida de Arsène Wenger, técnico do Arsenal, eliminado no fim de semana da Copa da Inglaterra. Se fala sobre a saída do técnico do clube, que dirige desde 1996, e parece que ele mesmo já considera essa possibilidade, pela declaração que deu aos jornalistas na coletiva de imprensa desta segunda-feira.

“Eu tenho certeza que vocês sentirão minha falta quando eu for embora”, declarou o treinador. “Eu não estou certo que vocês estão interessados. Quando nós perdemos em casa para o Blackburn, eu não tenho certeza que vocês estão preocupados”, disse ainda o técnico. “Meu contrato termina em 2014. Eu completei 30 anos sem interrupção no mais alto nível, o futebol demanda muito comprometimento. Pode não ser qualidade, mas comprometimento com certeza”, disse o comandante dos Gunners.

“Eu acho que eu mostrei o meu comprometimento a esse clube e um dia eu darei a vocês a lista de jogador que eu não contratei e vocês verão que eu estou comprometido com esse clube”, continuou Wenger. “Nós somos o único time na Inglaterra que jogou a temporada toda invictos. É muito difícil fazer isso. O maior luxo disso é quando você começa o jogo sabendo que você vai vencer”, declarou.

“Vocês me criticam e dizem que eu sou um técnico ruim. Eu nunca rebato vocês nisso. Mas eu acho que quando vocês trabalham assim, vocês nunca encontrarão nenhuma história sobre mim que eu tenha levado dinheiro em algum lugar, ou coisas assim”, disse. “Quando vocês criticam [o fato de estar bem atrás na Premier League], nisso é verdade. Eu posso dizer apenas que eu sinto muito, vocês estão certos, nós estamos muito longe do Manchester United.

“Nós, obviamente, somos criticados por isso. Mas não somos os únicos”, declarou o técnico. “Alguns clubes investiram mais dinheiro que nós por anos e eles também estão atrás. Nós aceitamos esse tipo de crítica”, continuou. “Eu não sou um conspiracionista. Eu tenho 30 anos nesse trabalho e se eu fosse paranoico, vocês já saberiam disso. Eu apenas acho que quando nós trabalhamos por 16 anos no país, eu espero um certo respeito”, declarou o técnico.

“Vocês podem me criticar e dizer que eu estou fazendo um trabalho ruim, mas manipular as coisas, quando elas estão erradas, eu não aceito”, disse o técnico, que parece ter perdido a paciência.

Apesar dos problemas, Wenger acredita que os jogadores estão suportando a pressão. “Nós lutamos a temporada inteira contra todo mundo aqui. ‘Os jogadores não são bons o suficiente, compre jogadores e tudo isso’, mas um dia vocês irão perceber que esse time tem qualidades fantásticas”, declarou ainda o técnico.

“O que é importante é que você joga para vencer a competição e em algum momento você enfrenta um grande time. Nós jogamos contra um bom oponente. Se vocês ouvieram suas questões, nós não somos favoritos, mas eu acredito na nossa qualidade, nossa alma e nossa força mental”, analisou ainda o francês.

O Arsenal recebe o Bayern Munique nesta terça-feira, às 16h45, no estádio Emirates. É a partida de ida das oitavas de final da Liga dos Campeões.

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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