O que mudou? Como Cuti Romero passou de capitão a nome certo para deixar o Tottenham
Zagueiro argentino tem futuro ligado a gigantes do futebol italiano e espanhol
Poucos jogadores personificaram tanto o espírito competitivo do Tottenham nos últimos anos quanto Cristian “Cuti” Romero. Campeão do mundo pela Argentina, líder técnico da defesa e capitão dos Spurs, o zagueiro parecia destinado a construir um legado duradouro no norte de Londres. Hoje, porém, o cenário é completamente diferente.
O que antes era uma relação de confiança mútua transformou-se em um desgaste evidente, alimentado por resultados ruins, divergências públicas, episódios extracampo e uma sensação de que o ciclo chegou ao fim.
A tendência ganhou ainda mais força após a atualização de Fabrizio Romano, que garantiu que Romero deixará o Tottenham nesta janela de transferências. Segundo o jornalista italiano, a Internazionale trabalha em uma possível negociação e deve intensificar as conversas com o estafe do argentino, enquanto o Barcelona monitora a situação, mas só avançaria caso consiga liberar espaço entre seus zagueiros durante o mercado.
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Da liderança ao desgaste: a passagem de Cuti Romero no Tottenham
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Romero nunca escondeu seu perfil competitivo. Dentro de campo, construiu reputação como um defensor agressivo, intenso e capaz de elevar o nível da equipe em jogos grandes. Não por acaso, tornou-se uma das referências do elenco e recebeu a braçadeira de capitão.
O problema é que o contexto ao seu redor mudou. A temporada passada foi uma das mais turbulentas da história recente do Tottenham. O clube conviveu durante boa parte do campeonato com a ameaça de rebaixamento e terminou muito aquém das expectativas. O rendimento coletivo caiu drasticamente, e Romero também esteve longe da regularidade que o transformou em um dos melhores zagueiros da Premier League.
As críticas passaram a atingir justamente quem antes era visto como porto seguro da defesa. Erros individuais, atuações abaixo do esperado e até o excesso de cartões voltaram ao debate entre torcedores e analistas. Como capitão, Romero acabou naturalmente associado ao fracasso esportivo de uma equipe que não conseguiu encontrar estabilidade em 2025/26.
Mas esse desgaste não aconteceu somente pelas atuações em campo.
Em fevereiro, o argentino demonstrou publicamente sua insatisfação com o planejamento esportivo do Tottenham ao criticar a falta de profundidade do elenco após uma série de lesões. A manifestação evidenciou um incômodo que, segundo diferentes relatos da imprensa inglesa, já existia internamente: Romero acreditava que o clube não vinha oferecendo um projeto suficientemente competitivo para disputar títulos de maneira consistente.
A declaração escancarou uma fissura entre jogador e diretoria que dificilmente seria ignorada dali em diante. Poucos meses depois, outra situação aumentaria ainda mais a tensão.
Durante o momento decisivo da temporada em maio, Romero viajou para a Argentina para dar sequência ao tratamento de uma lesão e também acompanhar o Belgrano, clube pelo qual nutre enorme identificação.
Embora o técnico Roberto De Zerbi tenha defendido publicamente o capitão e garantido que toda a programação médica havia sido autorizada pelo departamento do clube, parte da torcida interpretou a viagem como falta de comprometimento diante da delicada situação vivida pelos Spurs.
Ainda que o episódio tenha recebido explicações oficiais, o desgaste com os torcedores aumentou de forma significativa.
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Inter na frente, Barcelona observa: qual destino faz mais sentido?
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Se a saída parece inevitável, resta saber qual será o próximo capítulo da carreira de Romero. A Inter desponta hoje como o destino mais concreto. Segundo Fabrizio Romano, os italianos trabalham para encontrar uma fórmula capaz de convencer o Tottenham.
Do ponto de vista esportivo, o encaixe parece bastante natural. Romero conhece profundamente o futebol italiano. Antes de chegar à Inglaterra, destacou-se pela Atalanta justamente em um sistema que valorizava sua agressividade nos duelos individuais, sua capacidade de antecipação e sua qualidade para defender em blocos altos.
O estilo da Serie A continua favorecendo defensores com essas características, e uma volta ao país onde consolidou seu nome poderia representar um ambiente ideal para recuperar a melhor versão de seu futebol. Além disso, a Inter segue brigando regularmente por títulos nacionais e presença nas fases decisivas da Champions League, cenário bastante diferente do que tem vivido o Tottenham.
O Barcelona, por sua vez, aparece em uma condição mais complexa. A equipe blaugrana aprecia o perfil de Romero, sobretudo pela capacidade de defender grandes espaços, vencer confrontos físicos e liderar a linha defensiva. Essas características poderiam complementar um time que costuma atuar com a defesa posicionada muito à frente e exige zagueiros confortáveis em situações de um contra um.
Entretanto, a operação depende de um fator importante: uma saída no setor defensivo. Os catalães só transformarão o interesse em negociação caso consigam negociar um de seus atuais zagueiros, tanto por questões esportivas quanto financeiras.