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Chelsea está próximo de comprar o estádio do Wimbledon, que planeja voltar a antigo bairro

O perfil de gastança no mercado de transferências que caracterizou o Chelsea na última década pode estar ficando para trás, com a estabilização do elenco e as regras restritas do Fair Play Financeiro, mas isso não impede Roman Abramovich de seguir abrindo o bolso para, de alguma forma, investir no clube que comprou em 2003. Desta voz, a próxima aquisição dos Blues deverá ser a de um novo estádio. Mas calma que o Chelsea não vai largar o tradicional Stamford Bridge, não. O plano é adquirir o Kingsmeadow, onde hoje joga o AFC Wimbledon, da quarta divisão inglesa, para disponibilizá-lo para sua equipe feminina e as de categorias de base.

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As negociações entre o Chelsea e o Wimbledon estão bem encaminhadas, mas dependem ainda de um importante fator. O pequeno clube, criado por torcedores insatisfeitos com a venda e mudança do Wimbledon original para Milton Keynes – onde virou o MK Dons -, busca permissão das autoridades para começar a construção de sua nova casa em Plough Lane, onde o antigo clube atuou por quase 80 anos, entre 1912 e 1991. Uma espécie de retorno às origens, mas com um estádio remodelado.

Em nota oficial publicada em seu site, o Wimbledon confirmou que “está em discussões com um número de organizações, uma delas o Chelsea, sobre o futuro do Kingsmeadow, no caso de a proposta para se mudar para um novo estádio em Wimbledon seja aprovada pelo Conselho Municipal de Merton. Essas discussões são confidenciais, e cada proposta está sendo minuciosamente avaliada para garantir que provenha o melhor resultado para a área e para o clube. O conselho do bairro de Kingston e o Kingstonian F.C., é claro, foram informados sobre as discussões”.

O retorno do AFC Wimbledon ao bairro de Plough Lane agrada parte da torcida que acredita que o time nunca deveria ter saído do lugar, enche de esperança alguns moradores da região, que esperam que isso impulsione os negócios e a economia local e preocupa alguns quanto aos problemas de locomoção que poderia causar caso o time se popularize demais. Quanto ao Kingstonian, equipe semiprofissional locatária do Kingsmeadow, há um acordo para que continuem a jogar lá mesmo se a negociação com o Chelsea se concretizar.

Os planos do AFC Wimbledon é de estar atuando em sua nova casa, no velho bairro, já na segunda metade da temporada 2016/17. O estádio teria capacidade para 11 mil pessoas, quase o triplo do Kingsmeadow, que suporta 4850 torcedores. Uma mudança importante para um time que pretende subir de patamar e que não deixa de lado seu caráter de clube voltado para o torcedor.

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Leo Escudeiro

Apaixonado pela estética em torno do futebol tanto quanto pelo esporte em si. Formado em jornalismo pela Cásper Líbero, com pós-graduação em futebol pela Universidade Trivela (alerta de piada, não temos curso). Respeita o passado do esporte, mas quer é saber do futuro (“interesse eterno pelo futebol moderno!”).

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