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Cheiro de temporada passada? Ineficiente no ataque, Liverpool tropeça no Burnley

O Liverpool começou a temporada dando muitas esperanças ao seu torcedor. Uma vit´pria por 4 a 3 fora de casa contra o Arsenal é mesmo para comemorar muito. Um dos desafios do time, porém, era a regularidade, que não teve na última temporada – ou nas últimas, se pensarmos – e precisava lutar contra isso neste início de temporada. Contra o Burnley, um time que veio da segunda divisão, era uma boa chance para mostrar isso, mesmo fora de casa. O problema é que o time mostrou algumas falhas antigas e o resultado acabou sendo frustrante: 2 a 0 para o Burnley.

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O primeiro gol saiu rapidamente e de um jeito que a torcida do Liverpool se acostumou a ver na última temporada: uma falha defensiva. Desta vez, Clyne errou o passe, o time estava mal posicionado e o Brunley aproveitou. Depois da interceptação do passe, Andre Gray colocou para Sam Vokes receber, girar e chutar de fora da área. Golaço e 1 a 0 para o Burnley logo a dois minutos de jogo.

O que se viu foi um panorama que o Liverpool não soube lidar. O time teve uma posse de bola monstruosa, ficou quase o tempo todo controlando o jogo. Ou, ao menos, a bola. Só que o jogo continuava como o Burnley gostaria. Contra-ataques que eram sempre perigosos. E, aos 37 minutos, novamente foi o que se viu. Desta vez, Andre Gray não precisou passar para ninguém: ele recebeu de Defour, a grande contratação do Burnley, que veio carregando a bola desde o campo de defesa. Gray aproveitou o espaço dado pelos adversários, driblou e chutou de esquerda para marcar 2 a 0.

Sair com um 2 a 0 contra á desastroso, mas, bom, é o Liverpool e havia um tempo todo para tentar mudar isso. Não era nada impossível. Mas se tornou. Porque o Liverpool mostrou mais uma vez os problemas de ataque que o acompanharam na temporada passada. Os quatro gols da primeira rodada não vieram desta vez. O time sentiu a falta de Sadio Mané, é verdade, um jogador que tornou o time muito mais perigoso no primeiro jogo da temporada. Mesmo assim, o que se espera de um time como o Liverpool é mais do que o que se viu. E o que se viu foram ataques repetidos e nenhum gol.

Ao final da partida, as estatísticas mostravam um massacre do Liverpool: 26 chutes a três, 80,6% de posse de bola contra 19,4%. O problema é que se olharmos com mais cuidado, veremos que dos 26 chutes dos Reds apenas cinco foram no alvo. O Burnley teve dois, os dois gols.

A ineficiência do ataque chama muito a atenção e talvez seja a grande preocupação do time de Jürgen Klopp no momento. Christian Benteke, contratado na temporada passada, já deixou o clube rumo ao Crystal Palace. A camisa 9 está vaga com a saída do belga e pode ser necessário trazer algum outro jogador para a posição.

Só que mais do que a contratação de alguém, é preciso que o time melhore o seu aproveitamento ofensivo. O time sabe trabalhar as jogadas, mas precisa saber finalizar melhor. Até porque é isso que torna o time tão irregular. Exatamente o problema da temporada passada. Em jogos grandes, o Liverpool vai bem, como foi com o Arsenal. Em jogos menores, como este contra o Burnley, se espera que o time vença mais, e sem sofrer.

Este continua sendo o desafio do Liverpool de Klopp. Porque o que se viu em campo foi exatamente o mesmo problema da última temporada: falhas defensivas e um ataque altamente ineficiente.

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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