As carências não resolvidas dos gigantes da Premier League na janela de transferências
Mercado inglês está fechado, porém, nem todas necessidades do Big Six foram atendidas para 2026/27
O mercado da Premier League está fechado. Mais uma vez, os gigantes ingleses desembolsaram valores recordes em reforços para brigar por seus objetivos em 2026/27. Entretanto, nem todas as carências do Big Six foram resolvidas na maior janela de transferências da história da competição.
Juntos, Arsenal, Chelsea, Liverpool, Manchester City, Manchester United e Tottenham gastaram 1,728 bilhão de libras (cerca de R$ 11,9 bilhões) em contratações. Embora tenham fortalecido seus elencos com opções de qualidade, os rivais podem precisar de novos jogadores no meio da temporada, e a Trivela reúne quais posições ficaram desprotegidas.
O que o Big Six da Premier League não conseguiu reforçar na janela de transferências?
Para além dos negócios fechados na janela de verão europeu, confira o que o Big Six não conseguiu reforçar antes do fechamento do mercado e pode obrigar os clubes a fazerem novas contratações em janeiro de 2027.
Arsenal só tem um ponta-esquerda de origem
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Em meados de julho, Leandro Trossard foi vendido ao Besiktas em um negócio de até 17 milhões de libras (cerca de R$ 117 milhões na cotação atual). Poucos dias depois, os Gunners contrataram Christos Tzolis junto ao Club Brugge por 34 milhões de libras (em torno de R$ 231 milhões à época) para suprir a carência no lado esquerdo de ataque.
Por mais que o ponta grego tenha se destacado com o alto número de participações em gols na Bélgica, o Arsenal prometia trazer um nome de impacto para o setor, visando dar o próximo passo com Mikel Arteta. Contudo, as tratativas por Morgan Rogers, Vinícius Junior e Julián Alvarez não foram bem sucedidas, o que acabou expondo um buraco no planejamento.
Gabriel Martinelli se tornou a venda mais cara da história dos Gunners ao ir para o Al-Hilal por 70 milhões de euros (aproximadamente R$ 421 milhões), mas era o único ponta-esquerda de origem que conseguia impor velocidade e situações de 1 x 1 além de Tzolis. É verdade que Eberechi Eze e Noni Madueke podem jogar improvisados desse lado, mas não com as mesmas características do brasileiro.
Chelsea vai sentir falta de um volante à altura de Enzo Fernández
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A situação de Enzo Fernández já suscitava preocupação desde a saída de Enzo Maresca, sobretudo devido a suas declarações polêmicas sobre a gestão dos Blues e do desejo de morar na Espanha. Portanto, a transferência do volante argentino não era uma surpresa desde antes da abertura da janela (restava saber para quem).
O Real Madrid descartou publicamente a possibilidade de comprar Fernández, que acabou virando a prioridade do Manchester City depois da ida de Rodri para o Barcelona em meados de agosto por 75 milhões de euros (cerca de R$ 453,2 milhões). E justiça seja feita, o Chelsea ficou a detalhes de repor seu camisa 8 nas horas finais do mercado com Lamine Camara.
O negócio de até 55 milhões de euros (em torno de R$ 325,6 milhões) estava praticamente fechado, porém, o Monaco voltou atrás e impediu a transferência do senegalês com a iminente ida de Falorin Balogun para o Everton, que por fim, também não se concretizou. Agora, Xabi Alonso tem Romeo Lavia e Jordan Henderson como volantes de origem para fazer dupla com Moisés Caicedo, além de Valentín Barco e Reece James, improvisados na função.
Liverpool acumula pontas destros, mas nenhum canhoto como Mahomed Salah
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Desde março, os Reds procuravam um sucessor para Mohamed Salah, que foi para o Trabzonspor. Ainda em junho, Victor Muñoz foi comprado junto ao Osasuna por 40 milhões de euros (aproximadamente R$ 237 milhões à época). Já no final de agosto, depois de uma longa novela, Bradley Barcola trocou o PSG por Anfield em transferência de 120 milhões de libras (cerca de R$ 839 milhões).
Além da dupla, Andoni Iraola tem Cody Gakpo e Rio Ngumoha como pontas, portanto, não era para ser uma carência, certo? O problema é que o quarteto compartilha uma característica importante: são destros que costumam jogar do lado esquerdo. O ídolo egípcio, por sua vez, era um canhoto que fazia a diferença na direita.
O espanhol, o francês e o neerlandês podem jogar no setor de Salah, mas é preciso levar em consideração que Jeremie Frimpong é mais um ala do que um lateral e costuma ir até a linha de fundo. Mesmo destros, Muñoz, Barcola e Gakpo vão causar o mesmo impacto cortando do flanco para o centro e abrir passagem para o camisa 30 ou o Liverpool vai sofrer de uma sobrecarga na ponta-direita?
Manchester City abriu mão de um reserva para Erling Haaland
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Não é preciso se alongar para explicar como Erling Haaland é um dos centroavantes mais letais do futebol mundial. Contudo, com o calendário cheio dos Citizens, seria importante poupar o artilheiro norueguês para jogos mais importantes e colocar o reserva em campo. Esse era o papel de Omar Marmoush, que foi para o Tottenham no final de agosto por 60 milhões de libras (em torno de R$ 435 milhões).
É bom deixar claro que o egípcio não correspondeu às expectativas dos tempos de Eintracht Frankfurt e fez muito pouco para deixar saudades no Etihad Stadium. Dito isso, Enzo Maresca não tem nenhum atacante centralizado para ser opção a Haaland, que também não está imune a lesões ou suspensões. Então, na ausência do camisa 9, quem vai entrar em campo?
Jeremy Doku, Antoine Semeyo, Phil Foden, Rayan Cherki, Allan, Iliman Ndiaye e Ryan McAidoo jogam nas pontas e/ou atrás de Erling Haaland, mas alguém pode acabar sendo testado no lugar de Erling Haaland caso um imprevisto aconteça. O Manchester City não vai ter um 2026/27 fracassado porque Marmoush foi embora, mas alguém com características parecidas seria de boa ajuda.
Manchester United fracassou em achar um lateral-esquerdo
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Lá se vão 12 anos que Luke Shaw é o lateral-esquerdo dos Red Devils. Nesse período, o inglês viveu praticamente de tudo em Old Trafford: foi titular indiscutível, passou a oscilar e transmitir insegurança, além dos diversos problemas físicos que interromperam diversas sequências. Com Michael Carrick, ele era o único nome da posição à disposição no elenco.
Esse cenário ajuda a explicar os esforços do Manchester United em encontrar uma alternativa a Shaw no mercado. Lewis Hall (Newcastle), Alejandro Balde (Barça) e Jorge Salinas (Racing Santander) foram, em diferentes momentos, procurados, mas nenhum deles foi contratado. A cartada final foi a tentativa de um empréstimo por Rayan Ait-Nouri, porém, o rival não topou.
Como Patrick Dorgu é um ala pela esquerda, será preciso torcer para que o camisa 23 não se machuque e nem jogue mal até, pelo menos, a janela de transferências de inverno. Se tudo não sair perfeito no setor, será preciso improvisar Noussair Mazraoui (obrigando o irregular Diogo Dalot ocupar a lateral-direita) ou Lisandro Martínez (zagueiro com longo histórico no departamento médico).
Tottenham está seguro com Antonin Kinsky?
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Após flertar com o rebaixamento nas duas últimas temporadas, os Spurs não pouparam investimentos e contrataram 10 reforços para 2026/27. Alguns nomes estão longe de ser unanimidade (como Tosin Adarabioyo e Mykhailo Mudryk), mas é inegável que, em volume, Roberto De Zerbi não pode reclamar. Ao mesmo tempo, será que não seria interessante ter um novo goleiro?
Guglielmo Vicario, que perdeu status e se machucou no momento crucial da temporada passada, ficou de fora dos planos do Tottenham e acabou emprestado à Juventus (onde é titular absoluto, inclusive). No lugar do italiano, Antonin Kinsky assumiu a meta, superando a desconfiança inicial dos erros absurdos na Champions League 2025/26.
Só que, aos 23 anos, o tcheco está pronto para o desafio de ser o porto seguro de um clube que busca desesperadamente dias mais tranquilos? Caso Kinsky não corresponda às expectativas, seu substituto é Martin Dubravka, de 37 anos e que vem em baixa do rebaixado Burnley. Logo, a aposta arriscada precisa dar certo para que o roteiro dramático não volte a se repetir.