Inglaterra

Como Arsenal superou jogo ‘travado’ por movimento de ex-Flamengo e evitou trauma com o City

Gunners vencem Everton e continuam líderes da Premier League com dois pontos sobre os azuis de Manchester

O Arsenal entrou em campo no Hill Dickinson Stadium neste sábado (20) pressionado pela vitória do Manchester City que roubou a liderança na 17ª rodada da Premier League. Os Gunners não iniciavam um jogo sem ser como líderes desde 4 de outubro. A pressão conseguiu ser superada com uma vitória magra, 1 a 0, sobre o Everton.

O placar já indica que não foi um jogo simples para o visitante em Liverpool. O time treinado por Mikel Arteta viu seu adversário montar uma estratégia especial para fechar a entrada da área e trazer superioridade numérica por dentro e igualar o número de jogadores na última linha.

Isso porque os Toffees, em teoria escalados no 4-2-3-1, atuavam em um 5-4-1 sem a posse da bola a partir do movimento de McNeil, o ponta pela direita, para recompor como um ala e empurrar O’Brien para zaga. No meio, Carlos Alcaraz, ex-Flamengo, recuava e ficava alinhado com Garner e Iroegbunam, travando o trio de meio-campistas dos londrinos.

Esse cenário perdurou por toda etapa inicial, quando a criação do Arsenal ficou previsível e sem muitas alternativas. Por sorte aos líderes do campeonato, um adversário decidiu colaborar. Em escanteio na área, O’Brien subiu como um jogador de vôlei, com os dois braços para o alto, e o VAR ajudou o árbitro a marcar pênalti. Gyokeres converteu e marcou o único gol do dia aos 26 minutos.

No segundo tempo, o Everton subiu as linhas e se soltou mais, mas faltava maior qualidade ofensiva, impactada pela ausência de Iliman Ndiaye, neste momento a serviço de Senegal na Copa Africana de Nações.

O Arsenal poderia até ter ampliado, tendo duas bolas na trave, mas terminou com uma vitória mínima decisiva para retomar a primeira colocação com dois pontos à frente do Manchester City, que em 2023 e 2024 conquistou os títulos ingleses após os Gunners terem passado longo tempo na liderança.

Everton abre mão de atacar para se defender e trava Arsenal no 1º tempo

Em mais de 45 minutos na primeira parte, os Gunners lutaram para encontrar espaços e ter alguma chance clara além do pênalti. Aos 18 e 19, Zubimendi e Gyokeres conseguiram finalizar, ambas sem perigo, após jogadas pelo lado do campo, já que o meio estava congestionado. Já nos acréscimos, foi a vez de Saka, em cruzamento lateral, cabecear por cima do gol.

Nesse cenário difícil, Saliba deu o caminho de algo que poderia ter sido mais explorado. Com 43 no relógio, o zagueiro francês teve muito espaço na intermediária e conduziu até acionar Gyokeres em profundidade, com o atacante sendo bloqueado pela zaga na hora do chute.

O Everton, quase impecável defensivamente, não conseguiu emplacar uma subida ao ataque promissora. Tanto que terminou sem finalizações.

Jogadores do Arsenal comemoram gol contra o Everton
Jogadores do Arsenal comemoram gol contra o Everton (Foto: Imago)

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Gunners poderiam ter ampliado na etapa final

Mesmo que o Everton tenha acordado ofensivamente a partir do intervalo, subindo as linhas e conseguindo as primeiras finalizações, o Arsenal ainda era superior e tinha mais espaço na etapa final.

Foi assim que, em troca de passes rápida da direita para esquerda, Rice acionou Trossard na área, onde o belga chutou colocado na trave. A bola teve um caminho parecido quando, em cruzamento rasteiro de Odegaard, foi finalizada por Zubemendi, morrendo no pé do poste de Pickford.

Os minutos finais foram mornos, apesar das entradas de Gabriel Jesus e Martinelli, e o placar se confirmou em uma vitória mínima do visitante.

Foto de Carlos Vinicius Amorim

Carlos Vinicius AmorimRedator

Nascido e criado em São Paulo, é jornalista pela Universidade Paulista (UNIP). Já passou por Yahoo!, Premier League Brasil e The Clutch, além de assessorias de imprensa. Escreve sobre futebol nacional e internacional na Trivela desde 2023.

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