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Ao empatar com o Arsenal, City abre o caminho para o United ficar com a vaga na Champions

Para quem investe tanto e já vinha de um ano de seca, o desempenho do Manchester City na Premier League foi muito abaixo das expectativas. Mas pode terminar ainda pior, levando em conta as expectativas que se criam para a chegada de Pep Guardiola ao Estádio Etihad. Os Citizens entraram em campo pressionados diante do Arsenal, em duelo decisivo para definir a configuração na tabela pelas últimas vagas à Champions League. Por duas vezes, o time de Manuel Pellegrini ameaçou colocar os Gunners em xeque. Mas terminou ele mesmo em risco, com o empate por 2 a 2. Embora permaneça em quarto, o City não depende mais só de si para ir à Liga dos Campeões. Precisa torcer contra o Manchester United, com um jogo a menos, que pode ultrapassá-lo no meio da semana.

Na despedida de Manuel Pellegrini do Estádio Etihad, o Manchester City dominou posse de bola e chances de gol, mas nem de longe teve a eficiência do Arsenal. Agüero abriu o placar aos oito minutos, mas a resposta foi imediata. Livre de qualquer marcação, Giroud desviou cobrança de escanteio para empatar logo aos 10, na única finalização de sua equipe durante a etapa inicial. Faltava aos Citizens a imposição que se deve para uma ocasião como esta, e o segundo gol saiu apenas no segundo tempo, em grande jogada individual de De Bruyne, arrancando do meio de campo e arriscando da entrada da área.

Todavia, a desvantagem mandou os Gunners para frente e os espaços novamente dados pela defesa adversária permitiram a igualdade, com Alexis Sánchez vencendo Joe Hart aos 23. A partir de então, o Arsenal não arrematou mais, mas soube esfriar qualquer tentativa do City de buscar os três pontos. Quando os anfitriões estiveram mais próximos disso, em bombardeio nos instantes finais, Bony fez a bola explodir na trave. Naquele momento, os Citizens precisavam se resignar com o tropeço.

O jogo que realmente deverá definir a briga pela Liga dos Campeões acontece nesta terça, em Londres. O Manchester United visita o West Ham, resignado a brigar pela Liga Europa e com o moral baixo após a goleada sofrida em casa para o Swansea. Entretanto, o duelo tem uma representatividade enorme aos Hammers, considerando que será a sua despedida de Upton Park. Caso vençam, os Red Devils partirão ao último final de semana da Premier League com um ponto a mais que o City. Um empate, de qualquer maneira, não seria tão ruim ao time de Louis van Gaal, considerando o panorama para a 38ª rodada.

O Arsenal não deve ter problemas para se confirmar na Liga dos Campeões. A vaga na competição continental fica em suas mãos com um empate diante do lanterna Aston Villa, no Estádio Emirates, e a vitória põe os Gunners diretamente na fase de grupos. Enquanto isso, a briga ferrenha se concentra em Manchester. O City terá uma missão um tanto quanto complicada em Gales, diante do Swansea, que vem de goleada sobre o West Ham. Já o United recebe o Bournemouth, livre do risco de rebaixamento, mas que não vence há quatro rodadas.

Caso os rivais de Manchester fiquem empatados na tabela, o City leva vantagem de 17 gols no saldo. Assim, o United depende basicamente dos pontos que arrancar em Upton Park. Se Louis van Gaal passou os últimos meses alvejado pelas críticas, ele pode encerrar a temporada com uma reviravolta notável. Tem a chance estragar todos os planos dos Citizens para Guardiola, que sofrerá um grande golpe fora da Champions. Independente da insatisfação pela falta de conquistas, certamente valeria a gratidão de boa parte da torcida vermelha ao holandês.

Foto de Leandro Stein

Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreveu na Trivela de abril de 2010 a novembro de 2023.

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