Como pode ser o Manchester City de Maresca, com a encaminhada saída de Guardiola
Ex-assistente do espanhol, italiano é apontado como escolhido para liderar nova era do clube
O Manchester City já começa a construir as bases da era pós-Pep Guardiola, com atenção para o que o novo ciclo no Etihad Stadium pode representar.
Com o fim do histórico ciclo de Guardiola ganhando força, seu ex-assistente Enzo Maresca surge como o grande favorito para assumir o comando, um treinador que o clube conhece profundamente e cuja filosofia de jogo espelha a identidade de longo prazo do Manchester City.
O que esperar do sistema, da tática e da formação de Enzo Maresca
/https%3A%2F%2Fmedia.trivela.com.br%2Fmain%2F2026%2F02%2Fimago1070802182-scaled.jpg)
O futebol de Maresca é moldado pela influência de Guardiola, mas também carrega marcas táticas claras de Manuel Pellegrini, o treinador que ele próprio já descreveu como seu “pai profissional”. A combinação dessas duas filosofias cria um estilo que os torcedores do Manchester City reconheceriam rapidamente.
Sem a bola, Maresca prefere uma linha defensiva alta e agressiva, projetada para comprimir o espaço e sufocar o adversário. Suas equipes costumam ter a linha de defesa próxima à área, com o objetivo de encurtar o campo e forçar decisões precipitadas do rival. É uma abordagem ousada, arriscada e que exige organização defensiva excepcional.
Com a bola, a proposta é bem mais elaborada. Seu 4-2-3-1 favorito se transforma com frequência em um 3-2-2-3, garantindo superioridade numérica no meio e permitindo controlar o ritmo da partida. Controle, paciência e progressão estruturada são os pilares centrais do modelo de jogo.
Os laterais exercem papel fundamental nessa dinâmica. Maresca frequentemente os inverte para dentro do meio-campo, criando sobrecargas — o que torna qualidade técnica, equilíbrio e inteligência tática pré-requisitos inegociáveis para a função.
Com Bernardo Silva saindo e incerteza sobre o futuro de Rodri, um reencontro entre Maresca e Enzo Fernandez faz todo o sentido. O argentino conhece as exigências do sistema e oferece controle de elite — embora o Chelsea certamente exija 90 milhões de libras (cerca de R$ 605 milhões) ou mais.
O italiano comandou o time sub-21 do City na temporada 2020/21. Dois anos depois, se juntou como assistente técnico de Guardiola em 2022/23, no ano em que a equipe conquistou a tríplice coroa e o inédito título da Champions League.
- - ↓ Continua após o recado ↓ - -
Ciclo de Guardiola no fim
O City é o clube que Guardiola mais treinou na carreira. Ele chegou à Inglaterra em 2016, e disputa sua décima temporada à frente dos Citizens. O treinador tem dado repetidos sinais de desgaste e a saída parece certa.
A primeira parte da atual temporada, com tropeços além do esperado, pode ter atrapalhado a busca pelo título da Premier League. Ainda assim, os Citizens seguem mostrando poder de reação.
O time azul de Manchester bateu o Arsenal para ser campeão da Copa da Liga Inglesa e superou o Chelsea na decisão da Copa da Inglaterra. Os reforços em janeiro, como Marc Guehi e Antoine Semenyo, mudaram o patamar da equipe e reforçaram a espinha dorsal.
/https%3A%2F%2Fmedia.trivela.com.br%2Fmain%2F2026%2F05%2Fpep-guardiola-chelsea-manchester-city-scaled.jpg)