Como Alisson se tornou alvo para trocar Liverpool por gigante italiano
Brasileiro do Liverpool reúne experiência, liderança e custo potencialmente acessível
A Juventus já trabalha com a ideia de uma profunda reformulação no gol para a próxima temporada. E, nesse cenário, um nome ganha cada vez mais peso nos bastidores: Alisson Becker.
Aos 33 anos e com contrato até 2027 com o Liverpool, o brasileiro, segundo o jornal italiano “La Gazzetta dello Sport”, desponta como a alternativa mais confiável, experiente e viável financeiramente para assumir o protagonismo em um setor que deve passar por mudanças estruturais.
Alisson entra no radar da Juventus
O contexto ajuda a explicar o movimento. Michele Di Gregorio, contratado para ser o titular, atravessa um período de instabilidade e está sob avaliação após erros recentes. Já Mattia Perin, por sua vez, deseja voltar a ser protagonista. A soma desses fatores faz com que o gol seja tratado internamente como prioridade absoluta na janela de verão de 2026.
Inicialmente, a diretoria bianconera tentou uma investida ambiciosa por Mike Maignan, apostando na possibilidade de contratá-lo sem custos. A renovação do francês com o Milan, no entanto, fechou essa porta e obrigou a Juve a redirecionar seu radar para oportunidades de mercado. É nesse contexto que o nome de Alisson surge como solução estratégica.
A favor de Alisson pesa um conjunto de fatores. São mais de 400 partidas pelo Liverpool, com duas Premier League, uma Champions League e status de ídolo em Anfield. Um currículo que garante impacto imediato dentro e fora de campo, especialmente para um elenco jovem e em reconstrução.

Além disso, o brasileiro já conhece profundamente o futebol italiano. Entre 2016 e 2018, defendeu a Roma, onde foi comandado por Luciano Spalletti, atual comandante da Juve. A rápida adaptação ao estilo de jogo e à pressão da Serie A é vista como um trunfo relevante, reduzindo riscos esportivos e acelerando sua integração ao projeto.
Outro ponto determinante é o cenário no Liverpool. O clube inglês já se adiantou para o futuro ao contratar Giorgi Mamardashvili, apontado como sucessor natural de Alisson. Isso abre uma brecha importante para negociações, sobretudo diante do contrato relativamente curto do brasileiro, que entra em seus últimos dois anos a partir do próximo verão europeu.
Para uma Juventus que ainda depende da classificação à Champions League para equilibrar suas finanças — a vaga pode render cerca de 60 milhões de euros —, Alisson representa uma equação atraente: custo de transferência mais controlado, salário elevado, porém compatível com seu status, e retorno esportivo praticamente imediato.
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Por que Alisson se encaixa no projeto da Juve
Além da qualidade técnica, Alisson entrega algo que falta ao elenco atual: liderança consolidada em alto nível competitivo. Em um clube pressionado por resultados e que busca recuperar protagonismo continental, ter um goleiro acostumado a decisões e grandes noites europeias é visto como diferencial estratégico.
Alisson 😮💨 pic.twitter.com/LnBDZGzx4g
— Liverpool FC (@LFC) February 23, 2026
Internamente, o entendimento é que a contratação de um nome desse porte poderia acelerar o processo de reconstrução, oferecendo estabilidade defensiva e influência positiva sobre um grupo ainda em formação. A experiência internacional do brasileiro também é considerada valiosa para um time que almeja voltar a competir em igualdade com as principais forças do continente.
Nesse contexto, embora Guglielmo Vicario, do Tottenham, siga no radar como alternativa de longo prazo, é Alisson quem hoje reúne o melhor equilíbrio entre impacto imediato, viabilidade financeira e retorno esportivo.



