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Senhores do jogo, Países Baixos contaram com seus talentos para bater a Polônia na Liga das Nações

A saída de Ronald Koeman rumo ao Barcelona obrigou a seleção dos Países Baixos a se virar sem seu treinador. Antigo assistente, Dwight Lodeweges assumiu interinamente e manteve o bom desempenho recente da Oranje. A vitória por 1 a 0 sobre a Polônia não chama tanta atenção pelo placar na Johan Cruyff Arena, mas contou com uma atuação dominante dos neerlandeses e sem grandes sobressaltos, abrindo a nova campanha do país na Liga das Nações.

A escalação dos Países Baixo demonstra a qualidade à disposição da seleção neste momento de recuperação. Lodeweges pôde contar com seu time praticamente completo, incluindo Virgil van Dijk, Frenkie de Jong, Georginio Wijnaldum e Memphis Depay na espinha dorsal. Enquanto isso, a Polônia tinha outros destaques, mas precisou se virar sem o dono do time. Por conta da campanha prolongada na Champions, Robert Lewandowski ganhou um descanso nesta Data Fifa e o ataque foi comandado por Krzysztof Piatek.

Os Países Baixos dominaram as ações desde o primeiro tempo. Era uma partida entre ataque e defesa, com a Polônia se fechando e tentando encontrar os contragolpes. Assim, a Oranje também tinha dificuldades para furar o bloqueio. Depay era muito participativo, caindo por vezes à esquerda, onde Quincy Promes também garantia um tremendo suporte. Os laterais subiam bastante, mas não era fácil desamarrar a zaga polonesa.

A melhor chance, de qualquer maneira, só viria pouco antes do intervalo. Depois de um lindo corta-luz de Frenkie de Jong, Depay deu um passe por elevação tão bonito quanto, que o próprio De Jong dominou no peito dentro da área e bateu mirando o canto. Carimbou a trave de Wojciech Szczesny. Seria merecido se entrasse, dada a superioridade dos neerlandeses, bem mais seguros e mais criativos.

A Polônia deu sinais de melhora no segundo tempo, saindo um pouco mais ao ataque. Os Países Baixos, de qualquer maneira, não se intimidariam e responderiam de imediato, anotando o gol da vitória aos 16 minutos. De Jong teve participação essencial, com um ótimo lançamento em direção à área. Hans Hateboer demonstrou a efetividade vista na Atalanta e ajeitou para o meio, onde Steven Bergwijn fuzilou às redes vazias.

Mesmo com a desvantagem no placar, a Polônia não fez muito para buscar o ataque. Arkadiusz Milik até entrou em campo, mas faltava repertório aos alvirrubros, muitas vezes limitados à bola alçada na área. Enquanto isso, a Oranje mantinha o controle sobre a partida e apostava nos lançamentos longos, ainda que sem fazer tanto para ampliar a diferença. Donny van de Beek e Luuk de Jong saíram do banco, mas a virtude esteve mesmo na maneira como os neerlandeses seguraram o triunfo sem grandes sofrimentos na defesa.

Como frequente neste início de Liga das Nações, o jogo em Amsterdã esteve longe de empolgar. Ainda assim, naquilo que é o começo de um novo ciclo aos Países Baixos, a superioridade ficou expressa contra um adversário que sentiu muita falta de seu craque. Com o resultado, a Oranje lidera o Grupo A1 do torneio da Uefa, com Itália e Bósnia completando a chave, após o empate por 1 a 1 em Florença.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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