Holanda

Ainda está fraco

É bem verdade que o mercado europeu de transferências anda lento. Dois fatores justificam claramente isso: a crise séria que alguns países vivem (o que acaba puxando todo o continente para baixo) e a espera pela Eurocopa, para avaliar os jogadores que valeriam o investimento. Foi o que o Barcelona fez, por exemplo, contratando Jordi Alba. Além disso, alguns clubes já haviam se movido na pré-temporada. Como o Chelsea, trazendo o cobiçado Eden Hazard.

E por falar em belgas, chega-se ao tema desta coluna: nem os clubes do Campeonato Belga, muito menos os da Campeonato Holandês, andam investindo bastante em contratações, ou mesmo sofrendo com o assédio alheio. E isso se explica: a Jupiler League até tem alguns projetos de jogadores a se assediar, mas nada que seja uma coqueluche entre os pesos-pesados. E, por mais que possa ser coincidência, o fato de nenhum jogador que atuava na Eredivisie ter passado da primeira fase da Euro 2012 tem lá sua influência na timidez do mercado.

O único jogador de ambos os países que exerce algum tipo de atração é Jan Vertonghen. E, ainda assim, sua situação é bem atribulada: a negociação com o Tottenham anda cheia de idas e vindas. O Ajax exige 15 milhões de euros pelo jogador; os Spurs tentam consegui-lo por um preço mais barato. De quebra, houve ainda a demissão de Harry Redknapp e a vinda de André Villas-Boas, que pode mudar o rumo do mercado em White Hart Lane. De todo modo, Vertonghen voltou normalmente para a pré-temporada Ajacied, feita na cidade de De Lutte – que só teve Lasse Schone como novidade vinda de fora.

De mais a mais, o próprio clube de Amsterdã parece mais interessado em dar força aos jogadores vindos da base. Prova disso é a ascensão de Stefano Denswil e Mickey van der Hart, destaques no vice-campeonato na NextGen Series, ao elenco principal. Outra mostra é o elogio de Johan Cruyff (milagre!) à condução do futebol do clube: “Ouvi que Frank de Boer tem comandado perfeitamente a atual política do clube. Essa definição é importante. Todos dentro da organização seguem apenas uma linha. Agora, as coisas estão no rumo certo.” E a coisa não muda muito no PSV. Os Eindhovenaren, recentemente, entraram firme na disputa por Luciano Narsingh, que antes só trazia o interesse do Ajax (que, por sua vez, já tratou de reforçar a oferta), mas também é só – sem contar a contratação em definitivo de Tyton, voltando em alta após roubar a cena na Euro.

No Feyenoord, a coisa já foi mais movimentada. Como destaque, vieram três meio-campistas: Ruud Vormer (Roda JC), John Goossens (NEC, opção válida para o lugar de El Ahmadi, agora no Aston Villa) e o norueguês Harmeet Singh. Tirando-se El Ahmadi, as saídas foram menores: apenas a venda de Ricky van Haaren ao VVV-Venlo, e o empréstimo de Mats van Huijgevoort ao satélite Excelsior. O importante, agora, é esperar pela resolução da situação de John Guidetti. O Manchester City reintegrou o sueco, mas ele ainda pode ser reemprestado – também cogita-se Sampdoria.

Curiosamente, são os pequenos que parecem ter sido provedores de mais reforços. E só para os “médios grandes”. No 6 a 0 que praticamente o classificou à segunda fase preliminar da Liga Europa, o Twente teve o principal jogador em Robbert Schilder, vindo do time de Breda, que marcou dois gols (outros reforços que enfrentaram o Santa Coloma foram Dusan Tadic, vindo do Groningen, que também marcou contra o time andorran e Tim Breukers, vindo do Heracles). No AZ, Viktor Elm, outro destaque da boa campanha do Heerenveen em 2011/12, jogará ao lado do irmão Rasmus. O time da Frísia, por sua vez, conseguiu trazer de volta à Holanda Matthew Amoah, de bons serviços prestados ao NAC Breda.

Na Bélgica, a coisa parece ter sido mais movimentada entre os técnicos do que entre os jogadores. Com a vinda de dois holandeses – Ron Jans, no Standard, e John van den Brom, no Anderlecht -, e o surpreendente lance de mestre do Club Brugge, ao tirar Georges Leekens da seleção, a única transferência de destaque envolvendo jogadores foi a ida de Mohamed Tchité para o Club Brugge. Os Azuis e Negros, aliás, reforçaram-se mais, trazendo Jesper Jorgensen, do Gent, e repatriando Bart Buysse, que passou pouco tempo no Twente. O Standard, se perdeu Felipe para o Hannover 96 e cedeu Gohi Bi Cyriac, antes promessa, ao Anderlecht, ainda pode contratar Eiji Kawashima, para o gol, já que Bolat ainda pensa em sair.

De todo modo, ainda é pouco. Mas essa escassez de negociações também é encontrada em grande parte da Europa. Aguarda-se pelo seu aquecimento.

Foto de Equipe Trivela

Equipe Trivela

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