Holanda

Afonso Alves se diz vítima de racismo e critica Heerenveen

O atacante Afonso Alves fez duras críticas ao Heerenveen por não tê-lo negociado durante a janela de transferências, além de alegar ser vítima de racismo na Holanda. Artilheiro da última edição da Eredivisie com 34 gols, o jogador da Seleção Brasileira não compareceu à cerimônia em que seria premiado como o melhor jogador da última temporada no país.

“Depois da última sexta-feira, quando esperei até o último momento por uma decisão sensata do meu clube, não estou mesmo em clima de festa”, declarou o atacante por meio de seu site oficial. “O Heerenveen teve a oportunidade de me negociar por um preço superior a quatro vezes o que pagou por mim há um ano”.

Sobre a ausência na cerimônia, Afonso falou sobre as ofensas recebidas: “É duro para minha mãe ler no meu site alguns torcedores do Heerenveen me chamando de 'Macaquinho'. É exatamente como me sentiria se tivesse que me curvar publicamente aos meus 'proprietários' esta noite”.

Ainda no site do brasileiro, outra nota, assinada por seu assessor de imprensa, Wagner Augusto Álvares de Freitas, diz que ele também é vítima de racismo na cidade em que joga: “Como comparecer a um evento em que torcedores motivados por alucinações nazistas não hesitariam em xingar o atleta de macaquinho, como fazem nas ruas de Heerenveen?”.

O assessor ainda afirma que Afonso está “atado aos grilhões de um contrato defasado” e que os dirigentes do Heerenveen “no Brasil não comandariam nem um time da Série Z”.

Afonso Alves, revelado pelo Atlético-MG, chegou ao Heerenveen no ano passado, após uma passagem por destaque pela Suécia, onde defendeu o Örgryte, de 2002 a 2004, e o Malmö, até 2006. O Heerenveen pagou € 4,5 milhões pelo brasileiro, ou seja, caso a alegação do jogador seja verdadeira, as propostas por ele chegaram a € 18 milhões.

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