Sarkozy pede desculpas à Irlanda, mas nega remarcar jogo

O presidente da França, Nicolas Sarkozy, pediu desculpas publicamente ao primeiro-ministro irlandês, Brian Cowen, pela classificação da seleção de seu país com gol ilegal para a Copa do Mundo, em jogo da repescagem entre as duas equipes nesta quarta-feira.
Cowen levantou a possibilidade de realizar novamente a partida, porém Sarkozy afastou a ideia. O atacante Thierry Henry admitiu após o jogo que ajeitou a bola com a mão, antes de passá-la para William Gallas, que marcou o gol da classificação.
O president francês declarou sua simpatia à questão dos irlandeses, mas afirmou que não concordava com seu pedido de remarcar a partida.
“Disse a Brian Cowen que sinto muito por eles”, disse Sarkozy à imprensa. “Mas não me peça para substituir o árbitro, ou as autoridades francesas de futebol, ou mesmo europeias: deixe-me onde estou”.
“Ele (Sarkozy) entenderia a sensação de decepção de todo o povo irlandês, após o acontecimento absurdo de ontem, e acho que fair-play é parte fundamental do jogo”, disse Cowen na quinta-feira.
A Fifa declarou à Reuters que, para haver qualquer chance de um replay da partida, seria necessário um acordo entre as duas federações, antes da decisão final da entidade máxima do futebol.



