FrançaLigue 1

PSG quer manter o sotaque italiano e tenta Fabio Capello

A novela sobre quem será o treinador do Paris Saint-Germain continua. Desta vez, duas frentes aparecem como as mais fortes para, enfim, definir quem será o sucessor de Carlo Ancelotti. Nos últimos dias, ganharam força os nomes de André Villas-Boas e o de Fabio Capello, sendo que o italiano parece ser o mais próximo de figurar em breve no Parc des Princes. Talvez Capello já tenha acertado tudo com o clube quando você estiver lendo estas linhas.

Uma atitude explica como o desfecho desta história está próximo. Nasser al-Khelaïfi, presidente do PSG, voltou para Paris com urgência. Pierfilippo Capello, filho de Fabio e agente do treinador, também foi para a capital francesa – e certamente não foi para comer um crepe às margens do Sena. Embora o nome do italiano não fizesse parte das primeiras listas de possíveis alvos, os campeões da Ligue 1 ficaram sem grandes opções para levar adiante seu projeto de crescimento.

A ideia do PSG era usar Leonardo como interino por uma temporada e preparar o terreno para a chegada de Arsène Wenger a partir de 2014/15. Com a suspensão do dirigente, o clube manteve o plano, apenas trocando os nomes. Capello viria por uma temporada, com a possibilidade de renovação por mais 12 meses. Ou seja, tempo mais do que suficiente para convencer Wenger a aceitar a proposta do PSG assim que encerrar seu vínculo com os Gunners em meados de 2014.

No momento, Capello treina a Rússia, mas sua cláusula de rescisão com a Federação Russa é razoável: € 3 milhões, valor que o clube da capital não se oporia a pagar. Em um primeiro momento, o italiano foi considerado velho demais para conduzir o PSG. A mudança de opinião veio com a dificuldade em encontrar alguém com currículo vencedor  – algo que Capello tem de sobra.

Capello levou o Milan à conquista da Liga dos Campeões e, além disso, tem vários títulos nacionais em suas costas nas passagens pelos rossoneri, Real Madrid e Roma. Por mais que André Villas-Boas seja um técnico promissor, não dá para comparar sua ficha com a do italiano. O português teria recusado a oferta do PSG e preferido continuar no Tottenham por razões desconhecidas, mas a possível chegada do ‘Special Two’ parece cada vez mais complicada.

Comparado a José Mourinho, com quem trabalhou como auxiliar, Villas-Boas tem como característica principal valorizar o lado ofensivo. O português, porém, teria um grande problema no PSG para cumprir outro de seus traços: não ter medo de barrar medalhões. Ele enfrentou dificuldades no Chelsea exatamente por este motivo, e lidar com um ambiente de egos inflados como no Parc des Princes seria um desafio.

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Equipe Trivela

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