FrançaLigue 1

PSG perdeu T. Silva, mas vê Marquinhos provando seu valor

O Paris Saint-Germain lamentou bastante a lesão sofrida por Thiago Silva. E com razão. Os parisienses perderão por dois meses não apenas o seu capitão, mas a chave para o sistema defensivo da equipe de Laurent Blanc. Na temporada passada, o período sem o zagueiro coincidiu com uma das fases mais complicadas do clube na Ligue 1, quando ainda era ameaçado na liderança por Lyon e por Olympique de Marseille. Motivo suficiente para certa preocupação da torcida.

A ausência de Thiago Silva, porém, acelera o lançamento de uma das principais contratações do PSG para esta temporada. Marquinhos chegou da Roma cheio de expectativas, depois dos € 31,4 milhões pagos pelos franceses. Ainda assim, Blanc preferiu agir com cautela em relação ao prodígio. E justamente durante a perda do principal defensor é que coincide a entrada do novato entre os titulares.

Marquinhos esteve no 11 inicial nas quatro últimas partidas do PSG, as duas primeiras ao lado de Thiago Silva – na segunda, o camisa 2 se machucou.  E a maturidade do garoto, algo que já tinha sido notável em sua rápida passagem pela Roma, tem facilitado bastante seu início no Parc des Princes. Logo de início, o zagueiro aparece entre os líderes do time em interceptações e chutes bloqueados, fundamentos nos quais prima por sua inteligência tática e pelo senso de antecipação.

Além do mais, a presença ofensiva de Marquinhos nessas primeiras partidas tem ajudado a deixá-lo em evidência com a torcida. Foram dois gols nesses quatro jogos, o segundo neste sábado, na vitória por 2 a 0 sobre o Toulouse – que também contou com um tento de Edinson Cavani. Mais uma maneira de justificar a fortuna paga por sua contratação, algo pelo qual o PSG foi bastante criticado durante a pré-temporada. O valor do brasileiro pode até ser questionado, mas sua qualidade é evidente.

Foto de Leandro Stein

Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreveu na Trivela de abril de 2010 a novembro de 2023.

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