França

Punição da Uefa ao Olympique de Marseille pode beneficiar Monaco de Filipe Luís

Treinador ex-Flamengo pode ganhar desafio ainda maior em sua primeira temporada trabalhando na Europa

Os bastidores do futebol francês voltaram a esquentar mesmo após o fim da Ligue 1. O Olympique de Marseille, classificado para a próxima Europa League, corre o risco de sofrer uma punição da Uefa por conta de problemas financeiros, como informou o jornal “L’Equipe”. A situação segue em análise pela entidade europeia e a sanção pode beneficiar o Monaco, que será comandado por Filipe Luís a partir de 2026/27.

O caso está nas mãos do órgão de controle financeiro de clubes da Uefa desde a última terça-feira (2) e pode acarretar na exclusão do Marseille de competições europeias por uma temporada. Se a punição for essa, Filipe Luís poderá estrear como treinador no velho continente jogando a Europa League com o Monaco. O time do Principado terminou a Ligue 1 na sétima posição, garantindo vaga apenas na Conference.

Motivo da investigação

Em 2022, o Olympique de Marseille assinou um acordo com a Uefa se comprometendo a equilibrar seu caixa diante das normas do fair-play financeiro, permitindo um déficit máximo de 60 milhões de euros (R$ 355,7 milhões na cotação atual) em três temporadas. Neste caso, 55 milhões de euros (R$ 326 milhões) seriam cobertos pelos acionistas do clube, o que aparentemente não ocorreu, desencadeando a investigação.

Mesmo sem uma data limite para a decisão final, o Olympique de Marseille já prepara sua defesa com a intenção de recorrer à uma possível punição. A justificativa do clube francês seria o impacto da crise dos direitos televisivos na Ligue 1, que segue em um grande impasse. O cancelamento da concessão de transmissão da liga ao canal “C8”, do grupo “Canal+”, uma das emissoras mais importantes do país, condiciona uma queda importante nas receitas das equipes da primeira divisão e acaba por condenar balanços. A principal motivação para a punição ao “C8” é a acusação de conluio com a extrema direita francesa.

Segundo o regulamento da Uefa, a exclusão de um clube de uma competição europeia significaria a atribuição da vaga em questão para a equipe seguinte mais bem classificada da mesma liga, desde que os critérios de elegibilidade estejam em ordem. Neste caso, o Rennes, sexto colocado da Ligue 1, assumiria o lugar do Olympique de Marseille e o Mónaco, sétimo, que jogaria o play-off da Conference League, passa a integrar a fase de liga da Europa League. O efeito dominó também atingiria o Estrasburgo, que herdaria a vaga na Conference.

Greenwood pelo Olympique de Marseille
Greenwood pelo Olympique de Marseille (Foto: Daniel Derajinski/Icon Sport)

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Filipe Luís terá sua primeira experiência na Europa

O anúncio oficial da saída de Sébastien Pocognoli nesta semana abre caminho para a chegada de Filipe Luís ao Monaco. O treinador brasileiro deixou o Flamengo no início de 2026 e vinha sendo ligado a clubes importantes, como o Bayer Leverkusen. No entanto, o projeto dos franceses parece ter convencido Filipe, que trabalhará com um compatriota no Principado: Thiago Scuro, diretor de futebol.

Além disso, Filipe Luís trabalhará com figuras carimbadas em seu elenco, como Paul Pogba, Ansu Fati, Eric Dier e os brasileiros Caio Henrique e Vanderson. Uma situação curiosa é que o Monaco poderá ter um gasto extra para ter Filipe como seu comandante.

O técnico possui apenas a licença da Conmebol, porém, para trabalhar na Europa, é necessário ter a Licença Uefa PRO, que só é concedida a profissionais com três anos de experiência na primeira divisão. A partir disso, os franceses consultarão sobre uma possível isenção. Se não concedida, o clube pagará multas de 25 mil euros (R$ 148 mil) por jogo.

Foto de Gabriel Mota

Gabriel MotaRedator de esportes

Nascido e criado em Petrópolis, mas 'naturalizado' carioca, é jornalista pela ESPM-Rio. Já passou por 365Scores, Lance! e Footure. Escreve sobre futebol nacional e internacional na Trivela desde 2026.

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