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O futebol também é cruel: Gol contra aos 46 do 2° tempo frustra Angers e vale copa ao PSG

O Angers beirou a história. Com uma classificação fantástica nas semifinais, alcançou a decisão da Copa da França depois de 60 anos, um prêmio ao excelente trabalho de gestão do clube. A decisão no Stade de France, entretanto, acabou sendo bastante cruel aos alvinegros. Os azarões tiveram a chance de terminar a noite com a taça. Acabaram punidos de maneira bastante infeliz, tomando um gol contra aos 46 do segundo tempo. O gol que garantiu o título ao Paris Saint-Germain. Em uma temporada ruim para um time de investimento tão alto, tanto pela distância ao Monaco na Ligue 1 quanto pela queda na Champions, os parisienses levam a dobradinha nas copas nacionais.

Como era de se esperar, o PSG teve o jogo nas mãos. Pressionou muito no ataque e ia parando nas defesas do goleiro Alexandre Letellier, herói também nas semifinais ao pegar um pênalti aos 43 do segundo tempo. Além disso, o Angers poderia ter aberto o placar na primeira etapa. Nicolas Pépé chegou a carimbar a trave de Alphonse Areola. Já na segunda etapa, o ato heroico dos aurinegros era segurar o empate com as unhas. Até que o azar penalizasse os pequeninos nos acréscimos. Em cobrança fechada de escanteio, Issa Cissokho tentou desviar para fora e mandou a bola contra as próprias redes. Decepção enorme, para quem merecia sorte melhor.

Ao PSG, resta o gosto agridoce de não convencer contra um adversário de poderio bastante inferior. Goleou o Monaco na decisão da Copa da Liga e agora emenda sua terceira conquista na Copa da França, isolando-se como o maior campeão do torneio ao somar 11 títulos, superando os 10 do Olympique de Marseille. De qualquer maneira, a falta de boas exibições pesa contra. O que talvez custe o emprego de Unai Emery, apesar das duas taças levantadas em seus primeiros meses no Parc des Princes.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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