Navas cansou de revezar com Donnarumma: “Alguma coisa tem que mudar”
Nenhum dos dois grandes goleiros do PSG conseguiu uma sequência longa nesta temporada, e Pochettino disse que a gestão da situação mudará na próxima temporada
Era óbvio que o PSG estava contratando um problema quando trouxe Gianluigi Donnarumma para brigar por posição com Keylor Navas. O goleiro mais promissor do mundo, recém-coroado vencedor da Eurocopa, e um tricampeão europeu com apenas uma vaga disponível por partida. Um dos muitos pratos que Mauricio Pochettino precisa equilibrar, mas não por muito tempo, porque o costarriquenho não consegue visualizar mais uma temporada nesta situação.
A situação é a seguinte: ninguém tem sequência. Donnarumma fez 22 jogos por todas as competições, Navas fez 23. Navas teve uma série de quatro rodadas no começo da Ligue 1, e Donnarumma uma do mesmo tamanho entre fim de março e começo de abril. O costarriquenho a encerrou sendo titular contra o Angers na última quarta-feira e disse ao Canal+ que não dá para continuar assim.
“Eu tenho uma relação muito boa com Donnarumma, não há problemas com ele. Se a situação continuar como este ano, será complicado. Veremos o que acontecerá no futuro. Minha família é feliz em Paris, eu sou feliz aqui. Vamos ver o que acontece, mas tem que mudar de uma forma ou de outra”, afirmou.
Navas, 35 anos, tem contrato com o PSG até 2024 e seria ele o negociado, de acordo com o L’Equipe, o que é uma decisão natural. Donnarumma tem vínculo mais longo, até 2026, e é muito mais jovem, com apenas 23 anos.
“Keylor explicou seus sentimentos sobre o futuro e não sobre o que aconteceu no passado”, explicou Pochettino. “Eu acho que ele se explicou muito bem. O mais importante é atingirmos nossos objetivos e terminar o ano da melhor maneira possível. Vamos escrever o futuro com circunstâncias diferentes, levando em conta a experiência do que aconteceu nesta temporada. Isso vale para Keylor Navas e muitos outros jogadores”.
O PSG precisa de apenas um ponto neste sábado no Parque dos Príncipes contra o Lens para ser campeão francês pela décima vez, igualando o recorde do Saint-Étienne.



