Ligue 1

Sob o comando de Zubizarreta, Marseille reconstrói seu time com nomes interessantes

O Olympique  de Marseille teve uma boa temporada em 2014/15, sob o comando de Marcelo Bielsa. Jogou um bonito futebol, com os conceitos do técnico argentino que agradavam a apaixonada torcida do clube que reinou nove vezes sobre a França. Chegou a brigar na ponta de cima da tabela, embora tenha caído de rendimento e terminado fora até mesmo da zona de classificação à Champions League. Bielsa foi embora e, junto com ele, houve um desmanche no elenco: praticamente todos os principais jogadores saíram. Imbula, Thauvin, Payet, Ayew, Gignac, Fanni, Morel, entre outros, entraram em campo aproximadamente 30 vezes naquela campanha da Ligue 1 e foram negociados. A promissora equipe ruiu, mas está pouco a pouco sendo reconstruída.

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Depois de uma temporada bem pior no ano seguinte, com o 13º lugar no Campeonato Francês, o Olympique de Marseille foi comprado pelo empresário americano Frank McCourt, ex-dono do Los Angeles Dodgers, do beisebol. Andoni Zubizarreta, ex-diretor do Barcelona, foi contratado para liderar o projeto esportivo do clube e tem feito um bom trabalho no mercado de transferências. Fanni e Thauvin retornaram, este último por empréstimo. Em janeiro, trouxe Payet de volta do West Ham e contratou Patrice Evra. Fez também a boa aposta em Morgan Sanson, do Montpellier.

O mercado de verão da Europa ainda não chegou à metade, mas Zubizarreta já contratou seis jogadores, a maioria rostos conhecidos. Assegurou Thauvin e Clinton N’Jie, atacante que estava no Tottenham, em definitivo, após períodos de empréstimo. Trouxe Steve Mandanda de volta para fechar o gol e contratou Luiz Gustavo, experiente ex-jogador de Bayern de Munique, Wolfsburg e seleção brasileira. Trouxe Valère Germain, que foi um bom servidor do Monaco, sempre fazendo seus golzinhos. O último reforço é Adil Rami, que estava no Sevilla e foi apresentado nesta quarta-feira.

Rami é mais uma amostra da linha de raciocínio por trás da janela do Olympique de Marseille: jogadores identificados com o clube ou experientes. Além do Sevilla, o zagueiro de 31 anos passou pelo Milan e pelo Valencia. E tem um bônus. Foi campeão francês pelo Lille com Rudi Garcia, o técnico escolhido por Zubizarreta para organizar a equipe. Após sua passagem de altos e baixos pela Roma, o francês já conseguiu aproximar o Marseille do topo da tabela, com o quinto lugar na última temporada da Ligue 1.

O presidente do clube, Jaques-Henri Eyraud, segundo o Marca, exaltou a importância de Zubizarreta para este processo. “Zubizarreta é um pilar fundamental da nossa abordagem no mercado. Ele tem sido excepcional nas nossas discussões e foi decisivo na contratação de Evra. Sem ele, não teríamos conseguido”, afirmou.

Zubizarreta foi contratado para ser diretor de futebol do Barcelona, em 2010, e ficou no cargo até 2015, quando foi demitido pouco depois de o clube ter sofrido o embargo de transferências da Fifa, por irregularidades na contratação de jogadores abaixo dos 18 anos. Com a eleição de Sandro Rosell, ele havia assumido o lugar de Txiki Begiristain, atualmente diretor de futebol do Manchester City e uma peça importante na reconstrução do clube catalão na década passada.

Durante a administração do ex-goleiro, o Barcelona contratou jogadores importantes. Os primeiros reforços foram Adriano e Mascherano, dois óbvios acertos. Também foi ele quem negociou os estelares por Neymar e Suárez, embora nesse caso não houvesse muito segredo de que seriam ótimas aquisições. Ivan Rakitic também foi um bom achado do diretor. Por outro lado,errou bastante: pagou alto por Alex Song, Vermaelen, Arda Turan, entre outros que não renderam o esperado. E até hoje tem que explicar por que contratou o lateral brasileiro Douglas.

Mas esta é a vida do diretor de futebol: erros e acertos. Poucos reforços são garantia de sucesso, mesmo que o clube faça todo o trabalho de pesquisa e avaliação direitinho. Até aqui, no Olympique Marseille, Zubizarreta parece estar no caminho certo. Mas só saberemos com certeza quando estes jogadores entrarem em campo para a próxima temporada.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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