Ligue 1

Sem o Canal+, Ligue 1 vende direitos de TV por valor recorde: 60% a mais que o anterior

O interesse pelo Campeonato Francês cresce, e não é apenas por causa do projeto do Paris Saint-Germain e da chegada de craques como Neymar. Há outras equipes interessantes em ascensão, como o Lyon, o Olympique Marseille e o Monaco. Esta melhora foi valorizada no novo contrato de direitos de TV da Ligue 1 para o período entre 2020 e 2024: houve um acréscimo de 60% em relação ao acordo anterior.

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Os franceses venderam os jogos da sua elite para a Mediapro e para a BeIn por € 1,153 bilhão, um considerável acréscimo em relação aos € 748,5 milhões de 2016/2020. O Canal+, histórico parceiro do futebol do país, não conseguiu nenhum jogo. A maior parte da rodada será da empresa espanhola. A Mediapro arrebatou os principais lotes e terá direito a passar oito partidas. As outras duas serão da BeIn. 

A BeIn ficou em unanimidade para anular o contrato porque a Mediapro não conseguiu apresentar garantias do pagamento de mais de € 1 bilhão. 

Isso, porém, não preocupa o diretor executivo da Ligue 1, Didier Quillot. “A Mediapro corresponde rigidamente às nossas especificações, então não há o risco de ver na França o que está acontecendo na Itália”, disse, à RMC. “Ainda não tivemos tempo para tomar champanhe, mas estamos muito felizes. O contrato prova que nosso futebol está melhorando. Sempre dissemos que a Ligue 1 era subvalorizada. Este é um histórico divisor de águas”. 

De acordo com Quillot, o público do Campeonato Francês cresceu 7%, e a audiência, 25%. Ainda assim, disse ele, o Canal+ não levou a sério a concorrência. “O Canal+ é uma transmissora histórica, por 34 anos, e contribuiu muito para o desenvolvimento do futebol francês. Disseram para nós que os preços que estávamos pedindo eram altos demais e que não haveria compradores. No fim, excedemos o preço de reserva significativamente”, disse. 

Com direito a oito partidas exclusivas, a Mediapro criará um canal na televisão francesa e pode sublicenciá-las. “Eles podem vender alguns desses direitos. Eles têm tempo para se preparar. A possibilidade de sublicenciamento foi acrescentada. Não sei qual será a estratégia final da Mediapro”, encerrou Quillott. 

Foto de Bruno Bonsanti

Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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