Ligue 1

Sambia, do Montpellier, chegou a ser entubado por causa da Covid-19, mas deixa UTI e se prepara para voltar para casa

Dentre todos os jogadores profissionais de futebol atingidos pelo Coronavírus, nenhum deles teve quadro mais grave do que Junior Sambia, do Montpellier. O meio-campista, de apenas 23 anos, chegou a ser colocado em coma induzido e precisou de ajuda de respiradores para sobreviver. A recuperação evoluiu bem, e a AFP informou neste sábado (2) que o meia deixou a UTI, se preparando para voltar para casa em breve.

[foo_related_posts]

No Twitter, o Montpellier comemorou a boa notícia: “Todos estamos muito felizes por você estar melhor. Esperamos revê-lo rapidamente nos gramados”.

Sambia foi internado no hospital Arnaud de Villeneuve, em Montpellier, inicialmente por um quadro de gastroenterite. Porém, apresentou problemas respiratórios e foi testado para a Covid-19. O primeiro resultado deu negativo, mas o segundo confirmou a infecção. Rapidamente, Sambia teve que ser colocado em coma induzido e entubado para respirar com a ajuda de aparelhos.

No final de semana passado, Sambia já havia apresentado melhoras, voltando a respirar por conta própria. No entanto, sua situação ainda era arriscada, e foi necessário mantê-lo na UTI por quase mais uma semana até que seu quadro se tornasse seguro.

Prestes a deixar o hospital e voltar para casa, Sambia terá bastante tempo para se recuperar e voltar aos gramados, já que, nesta semana, a LFP (Liga de Futebol Profissional), organizadora das duas primeiras divisões da França, anunciou o fim da temporada 2019/20. A próxima temporada deverá voltar apenas em setembro, segundo determinação do primeiro-ministro francês, Édouard Philippe.

A única preocupação restante em relação a Sambia é observar como seu estado físico irá evoluir ao longo dos próximos meses. Como a Covid-19 é uma doença nova, não temos muitas informações sobre ela e as possíveis sequelas que pode trazer. Em um esporte de alto nível como o futebol, que exige tanto fisicamente dos atletas, a situação é especialmente preocupante, visto que alguns especialistas já chegaram a apontar possíveis lesões que podem ficar no organismo após a infecção, embora toda essa questão ainda careça de mais estudos.

Mostrar mais

Leo Escudeiro

Apaixonado pela estética em torno do futebol tanto quanto pelo esporte em si. Formado em jornalismo pela Cásper Líbero, com pós-graduação em futebol pela Universidade Trivela (alerta de piada, não temos curso). Respeita o passado do esporte, mas quer é saber do futuro (“interesse eterno pelo futebol moderno!”).

Conteúdos relacionados

Botão Voltar ao topo