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Qual clube Ferdinand escolheria pra voltar a jogar? “PSG. Eu só ficaria na defesa, comentando”

Aos 38 anos, Rio Ferdinand está investindo seu tempo em uma nova carreira. Será boxeador. No entanto, caso decidisse jogar mais uma temporada e pudesse escolher um clube para defender, a resposta está na ponta da língua: o Paris Saint-Germain. Além da sempre atrativa residência na capital francesa, o ex-zagueiro do Manchester United acredita que não teria muito trabalho.

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“Neymar, Mbappé, Cavani na frente? Eu só ficaria na defesa, comentando”, afirmou, em entrevista a um programa da BT Sport. Ferdinand falou sobre vários assuntos. Deu respostas rápidas sobre quem deveria ser o capitão da Inglaterra – Harry Kane – e qual o melhor defensor da Premier League – Danny Rose – e relembrou um pouco dos tempos de Old Trafford.

Questionado sobre qual dos seus colegas tinha mais medo de Alex Ferguson, Ferdinand deu detalhes da relação de estrelas do United com o lendário treinador. “Darren Fletcher era como seu filho. Então não era ele. Gary Neville era como o animal de estimação do professor. Ele nunca falava nada para Scholes. Scholes era expulso, e ele dizia ‘bom jogo’. Giggs costumava receber umas broncas porque era o mais experiente. Se ele gritasse com Giggs, dava o exemplo para todo mundo”, explicou.

Cristiano Ronaldo, porém, não lidava bem com o secador de críticas de Alex Ferguson. “Cristiano era o que reagia pior. Ele ficava quebrado. Uma vez, contra o Benfica, ele tentou driblar todo mundo, e Ferguson disse: ‘Este não é um time de um jogador só. O mais importante é o time’. Ele era muito jovem e ficou de cabeça baixa. Nós estávamos rindo, claro”, lembrou.

Em certo momento, aparece uma foto de Ferdinand perseguindo Messi na final da Champions League de 2009, contra o Barcelona, em Roma, e o ex-zagueiro leva na brincadeira. “Foi assim o jogo inteiro: eu atrás dele”, contou. “Aquela foi provavelmente uma das noites mais vergonhosas da minha vida. O negócio com ele é que ele não fica nem perto de você. Em Wembley (dois anos depois, também na final da Champions contra o Barça), eu e Vidic estávamos na linha do meio-campo e nos olhamos. Estávamos perdendo e nós não havíamos nem tocado em ninguém. Se você é um defensor, você quer ficar perto das pessoas ou pelo menos ter a bola. E não conseguimos colocar a mão em ninguém, dar uma assustada. E quando você se aproximava do Messi, ele era tão pequeno e rápido que passava por baixo de você. Ele é um mágico. O melhor contra quem eu joguei”, analisou.

Ferdinando também foi obrigado a escolher: José Mourinho ou Pep Guardiola? “Como defensor, Mourinho, porque eu ficaria mais bem protegido. Mas se eu fosse ficar comentando o que os atacantes fizessem, como eu costumava fazer, Pep”, encerrou.

Foto de Bruno Bonsanti

Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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