Ligue 1

PSG venceu Monaco por 2 a 1, mas podia ter feito uma goleada histórica se aproveitasse as chances

O duelo entre o primeiro e o segundo colocados na Ligue 1 não teve nenhum equilíbrio, por mais que o placar de 2 a 1 sugira. O Paris Saint-Germain venceu o Monaco no principado e, mais do que isso, foi impressionando a superioridade do time em campo. Em um jogo muito fácil, o PSG tranquilamente poderia ter feito do Monaco a sua maior vítima até aqui na temporada. Não fez, mas a vitória veio como se esperava.

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Mbappé enfrentou o Monaco pela primeira vez e teve muitas, mas muitas chances de gol. Acabou saindo de campo sem um gol marcado e participando diretamente do gol do Monaco, ao desviar uma bola que matou o goleiro Areola.

O destaque acabou sendo Neymar, que marcou um gol de pênalti, mas atuou como um criador de jogadas. Se entendeu muito bem com os demais jogadores. Foi quem ditou o ritmo do time em um bom entrosamento com Edinson Cavani e Julian Draxler, que atuou mais atrás, no meio-campo.

Logo no começo do jogo, o PSG teve uma chance claríssima de gol. Neymar saiu driblando pelo meio, passou por três jogadores e tocou para Mbappé. Ele passou pelo goleiro, mas chutou para fora. Uma grande chance perdida pelos parisienses logo a dois minutos de jogo.

Melhor na partida, o PSG conseguiu abrir o placar aos 19 minutos. Rabiot recebeu pelo meio, tocou para Draxler, que cruzou rasteiro para Cavani finalizar e marcar 1 a 0. De forma esperada, o PSG era quem atacava mais. A formação do Monaco já mostrava que o time se preocuparia em tentar conter o ímpeto ofensivo do melhor ataque da Europa no momento.

Edinson Cavani marcou pelo PSG (Foto: PSG)

Com o jogo controlado, tendo mais a bola, o PSG diminuiu o ritmo ainda no primeiro tempo, acelerando apenas quando via espaço para tentar aproveitar os espaços que eventualmente a defesa do Monaco deixava. Apesar de uma linha defensiva de cinco jogadores, os monegascos frequentemente davam espaços para os rápidos atacantes do time de Paris atacar.

Aos cinco minutos do segundo tempo, o PSG trabalhou a bola pela esquerda, tabelou pelo meio e acabou atropelado na área por Almany Touré. Foi um choque entre os dois, duvidoso em relação a uma ação faltosa. O árbitro marcou o pênalti. Neymar cobrou com categoria e marcou 2 a 0.

O jogo perdeu em intensidade, já que o Monaco pouco conseguia fazer em campo e o PSG administrava o resultado. Mbappé queria marcar contra o seu ex-clube e teve muitas chances. Aos 28 minutos, teve mais uma chance claríssima: recebeu de Neymar pela esquerda, ficou cara a cara com o goleiro Subasic e tocou por cima do arqueiro, mas mandou para fora.

Era um festival de chances de gol. Mbappé teve ao menos quatro chances claras para marcar o seu. Cavani perdeu gol sozinho. O time de Unai Emery poderia facilmente ter saído do principado com uma goleada histórica sobre o segundo colocado.

Só que aos 36 minutos, o jogo ganhou novos contornos quando João Moutinho cobrou falta, a bola desviou em Mbappé e entrou. O placar de 2 a 1 deu a sensação que o jogo poderia ficar mais aberto nos minutos finais.

No fim, a vitória do PSG veio, mas por um placar que fica com cara de pouco pelo que foi o volume dos dois times na partida. O PSG poderia ter marcado seis gols na partida tranquilamente. Teve chances para marcar oito, se fosse um pouco mais preciso.

O PSG abre mais frente na liderança. São 38 pontos, nove a mais que o Lyon, agora o segundo colocado, com a mesma pontuação do Monaco, mas com um saldo de gols melhor. Na brilha da artilharia, Cavani é o líder com 16 gols, três a mais que Falcao García, do Monaco.

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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