Ligue 1

PSG venceu corrida contra o Barcelona para reforçar seu meio de campo com Wijnaldum

Vindo de graça após fim do vínculo com o Liverpool, meio-campista holandês oferece perfil novo a Mauricio Pochettino

Durante meses, a transferência de Georginio Wijnaldum ao Barcelona pareceu apenas questão de tempo. Admirado pelo técnico Ronald Koeman, com quem trabalhou na seleção holandesa, o meio-campista tinha seu destino basicamente selado ao fim de seu contrato com o Liverpool. Entretanto, nas últimas semanas, o PSG entrou na jogada e, oferecendo mais do que os catalães, garantiu um importante reforço para o seu meio de campo.

Wijnaldum, de 30 anos de idade, assinou com o clube da capital francesa por três temporadas, até 2024. Ele chega trazendo uma faceta complementar ao meio de campo parisiense, que conta com uma figura de marcação em Idrissa Gueye, uma de criatividade em Verratti e outra de força física em Paredes – simplificando, é claro, a contribuição de cada um.

O holandês oferece algo novo com sua intensidade na marcação, sua fisicalidade e, por fim, suas boas chegadas ao ataque para finalizar jogadas. Formado no Sparta Rotterdam e com passagens por Feyenoord e PSV, o meio-campista brilhou em sua primeira temporada na Premier League, pelo Newcastle, em 2015/16, marcando 11 gols e logo depois sendo contratado pelo Liverpool.

Nos Reds, transformou-se em um jogador importantíssimo ao longo dos anos. Inicialmente, mantinha uma faceta mais próxima daquela ofensiva de seu jogo nos Magpies. Mais tarde, foi se adaptando à identidade que Jürgen Klopp ia dando ao time e virou peça importante no jogo vertical e de perde-pressiona do Liverpool.

Ao longo de cinco anos no Anfield, Wijnaldum marcou sua passagem com títulos importantes: Champions League, Premier League, Mundial de Clubes e Supercopa da Europa. Em seu momento de maior brilho, foi o grande nome da virada surpreendente do Liverpool contra o Barcelona na semifinal da Liga dos Campeões vencida pelos Reds, com dois gols no triunfo por 4 a 0 na partida de volta após derrota por 3 a 0 na ida. Ao todo, somou 237 partidas e 22 gols pelo clube, solidificando paralelamente seu papel importante na seleção holandesa, em que acumula 75 partidas e outros 22 gols.

Wijnaldum dá a Mauricio Pochettino uma opção a mais ao meio de campo e deve contribuir sobretudo com sua intensidade e marcação forte na fase defensiva e boa manutenção da posse de bola sob pressão e boas chegadas ao ataque na fase ofensiva – não com passes que cortam a defesa, mas se oferecendo como opção de passe e refinando o produto final com suas finalizações perigosas.

O holandês é a apenas a primeira contratação mais importante de uma janela de transferências que, segundo o presidente Nasser Al-Khelaïfi, promete ser mais agitada aos parisienses em relação aos últimos dois anos. Ao menos no papel, a ida às compras já começou muito bem.

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Leo Escudeiro

Apaixonado pela estética em torno do futebol tanto quanto pelo esporte em si. Formado em jornalismo pela Cásper Líbero, com pós-graduação em futebol pela Universidade Trivela (alerta de piada, não temos curso). Respeita o passado do esporte, mas quer é saber do futuro (“interesse eterno pelo futebol moderno!”).

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