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PSG sofre virada, mas vira de volta sobre o Lille nos acréscimos com gols dos seus três craques

Depois de abrir 2 a 0 e tomar a virada, o PSG buscou a virada nos acréscimos e contou com gols de Mbappé, Neymar e Messi para sair com uma maluca vitória por 4 a 3

Os torcedores do PSG que não estavam preparados para emoções fortes tiveram um grande teste cardíaco no domingo em Paris. Atuando no Estádio dos Príncipes, os torcedores viram o time viver uma montanha russa de emoções no jogo contra o Lille. Abriu 2 a 0, tomou a virada, buscou o empate nos últimos minutos e virou nos acréscimos, em um jogo que todos os craques do ataque fizeram gols.

A nota negativa do jogo, além dos problemas coletivos que o time apresentou mais uma vez, são as lesões. O lateral Nuno Mendes saiu machucado, ainda no primeiro tempo, e no segundo foi a vez de Neymar. O brasileiro saiu de maca e preocupa pensando já no duelo de volta contra o Bayern de Munique na Champions League.

O PSG entrou em campo bastante pressionado depois da derrota para o Bayern no meio da semana, pela Champions League. O trio de ataque voltou a ser titular, com Neymar mais recuado e Lionel Messi e Kylian Mbappé mais à frente. O time tinha alguns desfalques, como o zagueiro Marquinhos e o lateral Achraf Hakimi.

O começo do jogo foi tenso, especialmente de Presnel Kimpembé, que entregou uma bola para Jonathan David, exigindo defesa de Donnarumma. Mas em um time com problemas, quem resolve é Mbappé. Ele recebeu um bom passe de Neymar, partiu para cima da marcação de Bafodé Diakité e Tiado Djaló, tocou no meio das pernas do segundo, criando espaço para finalizar antes mesmo de José Fonte chegar em um carrinho para marcar 1 a 0. Um gol espetacular do camisa 7 dos parisienses, mostrando que ele resolve.

O lance ainda teve um prejuízo adicional para o Lille: o zagueiro e capitão José Fuente se machucou no lance, no carrinho que deu, e precisou ser substituído por Leny Loro.

O segundo gol contou com o brilho de Neymar. Ele abriu a jogada para Nuno Mendes, que rolou para o meio, Messi deixou passar, Neymar deu um toque longo, a bola sobrou para Vitinha, que deu um toquinho de volta para Neymar tocar de primeira para o gol para marcar 2 a 0, aos 17 minutos. Impressionante como todas as jogadas passam por Neymar.

Só que o Lille conseguiu diminuir o placar pouco tempo. Em escanteio curto, André Romes levantou a bola na área e Diakité tocou de cabeça para vencer Gianluigi Donnarumma, reduzindo o placar para 2 a 1. Embora o PSG seja o melhor time da França, o Lille é um bom time e tinhas suas armas para também levar problemas.

No fim do primeiro tempo, o técnico Christophe Galtier teve um problema por lesão: o lateral Nuno Mendes se machucou e precisou ser substituído por Juan Bernat. Seria só a primeira substituição por lesão que o técnico precisaria fazer.

No começo do segundo tempo, aos cinco minutos, Neymar sofreu uma entrada dura e ficou no chão. Precisou de atendimento médico e saiu de campo de maca. Virou mais uma preocupação para o time, que tem sofrido com lesões depois do fim da Copa do Mundo. Entrou então o atacante Hugo Ekitiké.

O Lille chegou ao empate em um pênalti bastante questionável pelo árbitro. Em cobrança de escanteio, ele marcou um agarrão de Marco Verratti sobre Tiago Djaló. Apesar das reclamações, o árbitro manteve a decisão e o VAR não interferiu, já que era uma falta interpretativa e que o árbitro viu. Jonathan David cobrou e marcou para empatar o jogo no Parque dos Príncipes: 2 a 2.

Com o empate, o Lille ganhou forças para seguir indo adiante. Depois de 11 minutos do empate, o time do norte da França virou o jogo: André Gomes fez um lançamento espetacular para Jonathan Bamba, que avançou em velocidade e finalizou forte, no alto, para virar o jogo e colocar 3 a 2 no placar. Um jogo que parecia controlado no primeiro tempo se inverteu completamente.

Com o placar desfavorável, o PSG fez mudanças. Galtier colocou em campo Danilo Pereira, Warren Zaïre-Emery e Carlos Soler nos lugares de Fabian Ruiz, Vitinha e Timothée Pembéle. Mudou o esquema para jogar com três zagueiros e Carlos Soler atuando improvisado como ala direito bem ofensivo.

Pressionando, o PSG chegou ao empate. E só podia ser com um jogador. Depois de boa jogada trabalhada pela esquerda, Juan Bernat recebeu na ponta, tocou rasteiro para o meio e Mbappé finalizou quase de carrinho para colocar no canto e cravar 3 a 3 no placar, aos 41 minutos. Ainda havia jogo a ser disputado.

Nos acréscimos, em uma cobrança de falta precisa, Messi cobrou no canto do goleiro e a bola tocou na trave e entrou: um belo gol do argentino para fazer explodir o estádio Parque dos Príncipes. Os torcedores celebraram muito, assim como o técnico Galtier e os jogadores. O PSG escapou de uma boa.

Assim, manterá, ao menos, a mesma vantagem que tinha sobre o Olympique de Marseille. Caso perdesse o jogo, os parisienses poderiam ver os marselheses ficarem a dois pontos, apenas. Um respiro aliviado dos parisienses, que tentarão usar o embalo para melhorarem a fase recente, que não é boa. Está claro que o PSG sofre como time, mas ainda tem Mbappé com uma capacidade de decisão absurda e Messi, mesmo sem fazer um grande jogo, capaz de decidir no último lance. Neymar também vinha bem, mas a lesão preocupa.

Foto de Felipe Lobo

Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!). Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009, onde ficou até 2023.

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