Ligue 1

PSG segue na política contratações menos estelares e anuncia Hugo Ekitike, destaque do Stade de Reims

Com 20 anos, Ekitiké era desejado pelo Newcastle, mas optou por permanecer na França e será opção no banco do estelar ataque parisiense

O Paris Saint-Germain segue fazendo contratações menos estelares e mais alinhadas à ideia de ter um time, mais do que uma lista de estrelas. Desta vez, o clube contratou o atacante Hugo Ekitike, de 20 anos, que se destacou pelo Reims e é também da seleção francesa sub-20. A contratação é por empréstimo com obrigação de compra por € 28,5 milhões e mais cláusulas adicionais.

Com 1,90 metro de altura, o centroavante, nascido em Reims, fez 26 jogos na última temporada e marcou 11 gols, somando todas as competições. Foram ainda quatro assistências do atacante. O jogador faz parte do time sub-20 da França, pela qual fez seis jogos, sem ter marcado qualquer gol. Foi convocado também para a seleção sub-21 no ano de 2021, mas ainda não entrou em campo nessa categoria.

Formado na base do Reims, o atacante chegou a ser emprestado ao Vejle BK, da Dinamarca, por seis meses, de janeiro a junho de 2021. Foram 11 jogos pela equipe dinamarquesa e marcou três gols, além de ter feito duas assistências.

Chega ao time parisiense para ser uma opção no estelar ataque do clube. Com Kylian Mbappé como principal estrela e ainda Neymar e Lionel Messi, o atacante brigará por espaço no banco de reservas. O PSG passa por uma reformulação e, portanto, outros nomes do ataque, que hoje são reservas, devem sair, como Mauro Icardi, Pablo Sarabia e Julian Draxler.

O Newcastle tinha acertado a transferência de Eikitiké com o Reims, mas não conseguiu chegar a um acordo com o jogador. Em entrevista à PSG TV, já como jogador do Paris, ele deu um indicativo sobre a sua escolha pelo clube da capital.

Ekitike: “Foi uma escolha do coração”

“É um pouco de tudo. É uma mistura de emoções, muito orgulho, alegria e um momento realmente de orgulho para mim estar aqui”, afirmou o atacante. “Foi uma escolha do coração! Sou francês também, é o clube da minha terra natal, do meu país. E então é um clube onde os maiores jogadores evoluem, onde há uma comissão técnica experiente e de qualidade, o desejo de vencer todos os títulos em todas as competições. Há tudo aqui para que eu me desenvolver”, afirmou o Ekitike.

“Todos os ingredientes estão aqui, então é uma escolha lógica para mim estar aqui. Finalmente, eu tenho familiares na região de Paris e eles sempre foram torcedores do PSG. Todo meu desejo de vir para este clube é muito natural. É a escolha certa para mim estar aqui”, continuou o atacante.

“Sem pressão. Eu sempre fui confiante no meu jogo e em mim mesmo, especialmente ansioso para estar no campo e jogar para mostrar o que eu posso fazer. E não, eu não sinto pressão, sem dúvida, sei do que eu sou capaz e mal posso esperar para mostrar isso”, continuou.

“Os torcedores, o público no estádio, é algo que entra na conta porque eu gosto da pressão das partidas, eu gosto quando há tensão, quando há expectativa em cim e isso me empurra para o meu melhor”, afirmou ainda Ekitike. “Quero levar minha habilidade, personalidade e minha forma de jogar, mas também ter um impacto no jogo e mostrar como eu jogo”.

Com Luis Campos no comando esportivo do PSG, a política de transferências dita pelo presidente Nasser Al-Khelaifi parece estar mesmo diferente do que vimos no clube desde que foi comprado pelo Catar. Mais do que ter uma lista de diversas estrelas, a ideia parece ser montar uma equipe consistente, com boas opções e com capacidade de renovação. Ekitike chega para ser uma opção interessante.

Se o PSG seguir buscando talentos na Ligue 1, poderá não só formar uma equipe forte, mas também tornar a equipe mais francesa, criando mais identidade. Luis Campos fez muito bem isso nos seus clubes anteriores. Com isso, os próprios jogadores franceses mais jovens passam a olhar de outra forma para o PSG. Veremos se a política se manterá, mas ao menos na postura, parece diferente.

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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