Ligue 1

O Strasbourg carimbou a faixa do PSG, com uma emocionante reação para buscar o empate e seguir na briga por Champions

Numa contagiante atmosfera, o Strasbourg conseguiu tirar uma desvantagem de dois gols no placar e selou o empate nos acréscimos

O Paris Saint-Germain conquistou o título da Ligue 1 na rodada passada e não precisa mais fingir que se importa tanto com a competição. Nesta sexta-feira, os parisienses teriam sua faixa carimbada pelo Strasbourg, que faz uma campanha ótima e segue na briga por Champions League. Num clima vibrante no Estádio de La Meinau, os anfitriões abriram o placar e fizeram os visitantes se mexer. O PSG reagiu e marcou três gols em sequência, mas nem assim segurou a vitória. No fim, o Strasbourg conseguiu uma nova reviravolta no placar e arrancou o empate por 3 a 3. Valeu pela festa nas arquibancadas, digna de um clube tradicional que segue sonhando.

O Strasbourg mostrou que poderia fazer estrago logo aos três minutos, quando, empurrado por sua torcida, abriu o placar. Kévin Gameiro foi lançado em velocidade por Lucas Perrin, ganhou de Presnel Kimpembe na corrida e finalizou quase sem ângulo, entre Gianluigi Donnarumma e a trave. Quase a situação piorou para o PSG na sequência, com um gol de Adrien Thomasson que acabou anulado por impedimento. Levou um tempo até que os parisienses entrassem no jogo e conseguissem responder.

A reação do PSG seria garantida pelo grande artífice do título, Kylian Mbappé. O gol de empate surgiu aos 23 minutos, com boa participação de Neymar, que acertou uma enfiada de bola primorosa para o companheiro. Mbappé acelerou e finalizou por baixo do goleiro Matz Sels. Na sequência do primeiro tempo, os parisienses ficaram mais no ataque e Sels faria grande defesa em falta cobrada por Lionel Messi. Porém, pouco antes do intervalo, Jean-Richer Bellegarde também ficou bem próximo de recolocar o Strasbourg na frente.

O início do segundo tempo ainda tinha mais posse do PSG, até que o Strasbourg desse um grande susto aos 11, quando Sanjin Prcic bateu de longe e quase surpreendeu Donnarumma. Logo depois, num lance impedido, Ludovic Ajorque acertou a trave para o RCSA. Os parisienses se refizeram dos sustos apenas com gols. Aos 19, Neymar conduziu o contra-ataque e deu outro passe excelente para a infiltração de Mbappé, que desta vez rolou para trás e permitiu a conclusão de Achraf Hakimi nas redes. Já aos 23, Mbappé faria o seu segundo, aproveitando um recuo péssimo da defesa para ficar sozinho com Sels e só deslocar o goleiro. Até parecia um jogo resolvido. Contudo, a acomodação do PSG e o barulho da torcida não permitiam certezas.

O Strasbourg trocou peças e partiu para o ataque. Conseguiu descontar aos 30, numa cobrança de escanteio que o substituto Habib Diallo desviou no primeiro pau e Marco Verratti mandou contra o próprio patrimônio. O RCSA abafava e Gameiro quase empatou, num chute pelo lado de fora da rede. Já depois dos 40, a trocação se tornou plena. Sels frustrou Messi de um lado, Diallo errou o alvo do outro e Mbappé careceu de pontaria quando poderia completar a tripleta. O Strasbourg, de qualquer forma, merecia sorte melhor e determinou o empate aos 46. O capitão Dimitri Liénard cruzou com muito capricho e Anthony Cací, outro a sair do banco, concluiu de primeira nas redes. Antes do apito final, Diallo quase garantiu a virada e o PSG apelou até à cera, com direito a um cartão amarelo para Donnarumma.

O PSG chega aos 79 pontos na Ligue 1, uma vantagem de 14 na liderança. Bem mais interessante de se acompanhar é a situação do Strasbourg, que assumiu a quinta colocação, com 57 pontos. O Racing está a dois pontos de entrar na zona de classificação da Champions League e precisa secar os concorrentes na sequência do final de semana. É um trabalho louvável do técnico Julien Stéphan, que já tinha levado o Rennes pela primeira vez à Champions e agora pode recolocar os alviauzis na competição depois de 42 anos.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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