Ligue 1
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O Lens conseguiu uma virada com dez homens e aumentou a pressão sobre o PSG no topo da Ligue 1

Seko Fofana anotou uma pintura para concretizar a virada e o Lens abriu a rodada apenas três pontos atrás do PSG

A derrota no confronto direto com o Paris Saint-Germain no meio de abril é bastante lamentada pelo Lens. Afinal, o Sang et Or pegou embalo na Ligue 1 desde então e emendou quatro vitórias consecutivas. Os aurirrubros colocam pressão sobre o PSG, com uma desvantagem que caiu para três pontos em relação aos líderes na abertura da rodada. O triunfo do Lens nesta sexta-feira, inclusive, teve contornos heroicos no Estádio Bollaert-Delelis. Mesmo com um jogador a menos desde o primeiro tempo, os vice-líderes conseguiram buscar a virada por 2 a 1 diante do Stade de Reims e colocaram pressão sobre os parisienses.

A situação do Lens se dificultou cedo. Kevin Danso cometeu um pênalti e ainda foi expulso. Folarin Balogun converteu aos 23 minutos e botou o Stade de Reims na frente. A reação do Sang et Or começou no fim do primeiro tempo, também de pênalti. Przemyslaw Frankowski deixou tudo igual aos 39. Já a virada, aos dez minutos do segundo tempo, foi obra de Seko Fofana, capitão e craque do Lens. O meio-campista abriu espaço com seus dribles e desferiu um chute de fora da área, no canto, suficiente para balançar o barbante. O fim da partida teria uma blitz do Reims, mas os aurirrubros bloquearam as melhores chances e contaram também com o goleiro Bryce Samba para salvá-los.

O Lens tem 75 pontos. Está garantido nas copas europeias na próxima temporada e pode também carimbar a vaga na Champions neste final de semana. É uma campanha excepcional do Sang et Or. A missão dos vice-líderes também será secar o PSG, três pontos à frente, que pega o Ajaccio no Parc des Princes. O Stade de Reims, numa campanha digna no meio da tabela, tem 50 pontos e ocupa a décima colocação.

Foto de Leandro Stein

Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreveu na Trivela de abril de 2010 a novembro de 2023.
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