Ligue 1

No PSG das estrelas, são os coadjuvantes que tem conseguido brilhar

Gana Gueye e Draxler marcaram os gols da vitória sobre o Montpellier neste sábado, em jogo que o time teve atuação apenas razoável

O Paris Saint-Germain é o time das estrelas nesta temporada, mas foram mais uma vez os coadjuvantes que decidiram o jogo neste sábado. Diante do Montpellier, no Parque dos Príncipes, a vitória por 2 a 0 veio com gols de jogadores que perderam espaço com as contratações: o volante Gana Gueye e o atacante Julian Draxler. O time de Paris segue 100% na Ligue 1, o que é algo que merece destaque.

O técnico Mauricio Pochettino não teve Lionel Messi, machucado. Aliás, o departamento médico do time parisiense segue cheio: Sergio Ramos, Marco Verratti, Juan Bernat e Layvin Kurzawa também estavam machucados e não estiveram em campo.

Idrissa Gueye foi uma das novidades no time titular e foi quem melhor aproveitou a chance. Fez um jogo muito consistente, muito bem nos dois lados do campo, defensiva e ofensivamente. Foi o jogador com mais desarmes em campo, apareceu bem no campo de ataque e marcou o primeiro gol do time, aos 14 minutos do primeiro tempo. E foi um golaço: chegou ao ataque e, depois de um drible na marcação, soltou um chute forte de pé esquerdo. Um golaço.

Neymar, Kylian Mbappé e Ángel Di María formaram o ataque dos parisienses, mas o time não fez um jogo dos mais inspirados. O time parece ainda tentar achar uma forma melhor de atuar. O Montpellier também não criou grande perigo ao time da casa. O Parque dos Príncipes viu seu time atuar de forma segura, mas sem brilho.

O segundo gol saiu apenas no final do jogo. Neymar acionou Draxler, na direita, e o jogador, que tinha entrado no lugar de Di María, recebeu, chutou forte o goleiro Jonas Omlin aceitou. Fechou a conta em 2 a 0. Após algumas atuações instáveis neste começo de temporada, esta, ao menos, foi segura.

O problema para o PSG é que o céu é o limite e, portanto, o time sempre sofrerá da cobrança pelo que ele pode, supostamente, fazer. Mauricio Pochettino tem uma missão que parece ótima, mas é também ingrata: precisa vencer todos os jogos, mas vencer só não basta: precisa jogar um grande futebol. Tudo isso com problemas para equilibrar a equipe, especialmente contra times que forem mais fortes.

O que o PSG consegue até aqui é ótimo em resultados. A expectativa, porém, será do máximo, sempre. E há problemas: o equilíbrio do time é frágil, especialmente quando Neymar, Mbappé e Lionel Messi estão em campo. É possível que o time precise mais de Gueye do que hoje se imagina.

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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