Ligue 1

Messi selou uma atuação coletiva quase perfeita do PSG com um golaço de puxeta

Neymar foi o grande destaque de uma vitória sólida por 5 a 0 sobre o Clermont, com um gol e três assistências

O Paris Saint-Germain teve uma estreia absolutamente tranquila neste sábado pelo Campeonato Francês. Organizado e carregando a formação da pré-temporada do novo técnico Christophe Galtier, marcou três vezes no primeiro tempo para golear o Clermont, 17º colocado da edição passada da Ligue 1, por 5 a 0, fora de casa, com gols de Neymar, Achraf Hakimi, Marquinhos e dois de Messi. O segundo do argentino foi uma pintura, matando no peito o passe de Leandro Paredes e emendando uma bicicleta, para selar uma atuação coletiva promissora.

Não houve surpresas na escalação do PSG. Três zagueiros, com Sergio Ramos, Marquinhos e Kimpembe, e dois meias, Marco Verratti e o reforço Vitinha. Hakimi e Nuno Mendes foram responsáveis por abrir o campo pelas alas, com Pablo Sarabia, Lionel Messi e Neymar se aproximando pelo meio. A segurança e a solidez defensiva dos parisienses foram um destaque de uma atuação muito segura.

Em ótima atuação, Neymar teve a primeira chance, ao aparecer na área para completar o cruzamento rasteiro de Hakimi. Desvio para escanteio. Três minutos depois, Sarabia recebeu na esquerda, pela linha de fundo, e cruzou para o meio da área. Messi errou o domínio, mas Neymar pegou a sobra e bateu cruzado para fazer 1 a 0. Na comemoração, apontou para uma mensagem no braço – “Um beijo para o Gordo!” – e apontou aos céus, em homenagem a Jô Soares.

Quando Messi e Neymar partem em velocidade, combinando em contra-ataque, coitado do adversário. Aos 26 minutos, os dois craques trocaram passes, antes de o brasileiro esticar um pouco mais para achar Hakimi se projetando na direita. O ala entrou na área e bateu alto para ampliar. Sergio Ramos apareceu na primeira trave completando um escanteio de cabeça, bem defendido por Mory Diaw. A bola parada do PSG seguiu forte e gerou o terceiro gol, aos 38 minutos. Neymar cobrou falta, e Marquinhos saiu nas costas da defesa, completamente livre, para marcar de cabeça.

O segundo tempo foi mais controlado pelo PSG, que não acertou uma finalização ao alvo nos primeiros 30 minutos. Mas também não sofreu na defesa, ao contrário do que acontecia com frequência demais em anos anteriores. Galtier fez duas alterações, aos 22 minutos, com as entradas de Leandro Paredes e Nordi Mukiele, substituindo Sergio Ramos. Messi recebeu um cruzamento de Nuno Mendes, pouco depois, mas mandou de primeira para fora.

A ideia do treinador de ter dois laterais bem ofensivos e participando sempre do ataque ficou clara, aos 31 minutos, quando Hakimi ganhou pela direita, avançou e cruzou à segunda trave, onde Nuno Mendes apareceu com uma cabeçada firme, exigindo boa defesa de Diaw. Saiu pouco depois para a entrada de Juan Bernat. Na mesma pausa, o jovem Hugo Ekitiké, contratado do Stade Reims, substituiu Sarabia.

Lembra daquela história de Messi e Neymar no contra-ataque? Então. Aos 35 minutos, o PSG recuperou a bola, e Messi recebeu atrás da linha, com campo para correr. Avançou, deu um drible na entrada da área e abriu com Neymar, que devolveu para o argentino tocar no canto e fechar a goleada. Mas o melhor ainda estava por vir. Aos 41 minutos, Paredes deu o passe, Messi se projetou como centroavante, matou a bola no peito, de costas para a trave, e emendou uma puxeta para selar a ótima atuação coletiva do PSG.

Quando tudo está organizadinho, fica mais fácil para Messi fazer coisas de Messi e para Neymar fazer coisas de Neymar.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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