Ligue 1

Messi estreou pelo PSG saindo do banco, em vitória decidida por Mbappé naquela que pode ser sua despedida

Pochettino botou Messi apenas na meia hora final, quando Mbappé já tinha feito os dois gols contra o Stade de Reims

A esperada estreia de Lionel Messi pelo Paris Saint-Germain aconteceu neste domingo. E, apesar dos holofotes no Estádio Auguste Delaune, o craque acabaria sendo coadjuvante do jogo decidido por Kylian Mbappé. Mauricio Pochettino preferiu deixar Messi no banco de início. Mbappé, por sua vez, estava na escalação independentemente das investidas do Real Madrid por sua contratação. O atacante reiterou seu compromisso com os parisienses, pelo menos por enquanto, ao anotar os dois gols que construíram a vitória por 2 a 0. Só depois disso Messi entrou, sob muita agitação nas arquibancadas, mas sem produzir grandes efeitos em campo na meia hora final.

O Stade de Reims abriu a partida com mais posse de bola, ainda que não levasse muito perigo. Quando o PSG chegou, foi bem mais contundente, com Mbappé mandando pelo lado de fora da rede aos dez minutos. A pressão dos parisienses logo cresceu, a ponto de render o primeiro gol aos 16. Num cruzamento açucarado de Ángel Di María pelo lado direito do ataque, Mbappé entrou rasgando no primeiro pau e definiu de cabeça. Porém, com a vantagem, os visitantes se acomodaram. Erravam o passe final e a posse de bola era estéril, até que os alvirrubros acordassem do outro lado.

Nos minutos finais do primeiro tempo, o Stade de Reims chegou a acreditar no empate. Keylor Navas seria exigido num cruzamento fechado de Ilan Kebbal. Depois, quase Moreto Cassamá assinou uma pintura, num chute por cobertura que triscou no travessão antes de sair. O PSG só respondeu pouco antes do intervalo, com Abdou Diallo também fazendo Predrag Rajkovic trabalhar, mas estava claro como os parisienses não teriam uma vitória tão fácil.

Na volta ao segundo tempo, o Stade de Reims trouxe duas alterações ao campo. E os alvirrubros aumentaram a pressão, marcando em cima no campo de ataque. Aos seis minutos, Marshall Munetsi chegou a balançar as redes após rebote de Navas, mas o lance acabou anulado por impedimento. O PSG não tinha saída de bola e Navas faria outra defesa contra El Bilal Touré. Os parisienses só conseguiram ampliar num contra-ataque, aos 18 minutos. Idrissa Gana Gueye lançou e Achraf Hakimi pegou uma avenida pela direita. O lateral, então, cruzou no capricho e Mbappé entrou no segundo pau para escorar.

Logo depois, aos 21, Messi finalmente entrou em campo. Quem gostaria de ver a parceria ao lado de Neymar ser reeditada, porém, ficaria na vontade: o brasileiro deu lugar ao argentino. O PSG, todavia, tirava o pé do acelerador com a diferença ampliada. A equipe preferia cozinhar o jogo. E o Reims até incomodava um bocado, apresentando-se mais no campo de ataque. Messi e Mbappé, em particular, tentaram algumas tabelas. Nada que desse tantos frutos, com a marcação dura dos alvirrubros. Num fim de jogo picotado, faltariam emoções a quem esperava algum lampejo do camisa 30. No máximo, Navas negaria o gol de honra dos anfitriões.

O Paris Saint-Germain lidera a Ligue 1. É o único time com 100% de aproveitamento, com 12 pontos. O Angers ocupa o segundo lugar, com dez. Já o Stade de Reims perdeu a invencibilidade, mas aparece na parte inferior da tabela, com três pontos – conquistados em três empates anteriores. Agora, as atenções na França se voltam ao fechamento do mercado, para saber qual o destino de Mbappé – se continuará sendo uma das estrelas no Parc des Princes ou se vai mesmo para o Real Madrid. A chance de vê-lo ao lado de Messi foi possível ao menos uma vez.

Classificação fornecida por SofaScore LiveScore

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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