Ligue 1

Mbappé viu o seu futuro no PSG e não perdeu a (segunda) chance de agarrá-lo

A ascensão de Kylian Mbappé foi meteórica. Em fevereiro deste ano, seis meses atrás, ainda era um dos muitos jovens do Monaco, comparado a Thierry Henry, uma grande promessa para o futuro. Algumas ótimas atuações na Champions League e na campanha do título da Ligue 1 foram o suficiente para transformá-lo em uma estrela. E para o Paris Saint-Germain torná-lo o segundo jogador mais caro da história. Provavelmente.

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O acordo será por empréstimo de um ano com a opção de compra em € 180 milhões. Mas, a não ser que Mbappé seja um fracasso retumbante na sua primeira temporada em Paris, esta é apenas uma formalidade para burlar o Fair Play Financeiro, um assunto do qual trataremos mais profundamente em breve. Restringindo-se à questão técnica, o clube contratou um adolescente de 18 anos para brilhar com a sua camisa por muito tempo, e Mbappé viu no PSG o seu futuro.

O francês já demonstrou ter bastante qualidade e o potencial para se tornar um grande jogador, mas ainda está longe de ser o produto pronto. Tem 60 partidas profissionais na carreira, uma amostragem pequena para ter certeza de até onde ele pode chegar. Tem um bom ambiente no Monaco para se desenvolver: um clube estruturado, com um projeto interessante, que provavelmente disputará Champions League e as primeiras posições do Campeonato Francês nos próximos anos, apesar de ter perdido quatro titulares em uma única janela de transferências.

No entanto, foi atraído por um projeto ainda mais interessante na capital francesa. O Paris Saint-Germain está claramente gastando o que for necessário para acelerar a chegada ao primeiro patamar da Europa, e Mbappé aproveitou essa atual onda do mercado para se juntar a eles. Identificou a possibilidade de formar uma dupla de ataque marcante com Neymar – ou um trio com Cavani, dependendo das circunstâncias – e de participar de um clube que promete ficar no primeiro nível por mais tempo do que o Monaco.

Soma-se a isso o fato de Mbappé ter nascido em Bondy, subúrbio de Paris, e ter o desejo de vestir vermelho e azul desde quando era criança. Inclusive, quando estava começando sua carreira, teve a oportunidade de jogar no PSG, mas achou que se desenvolveria melhor no Monaco. “O PSG entrou em contato comigo, mas o projeto do Monaco me agradou mais. Isso me permitiu progredir por me colocar em melhores condições esportivas, acadêmicas e humanas”, disse, ao Le Parisien, no último mês de janeiro.

A segunda oportunidade de jogar no Paris Saint-Germain não escapou. “Para qualquer pessoa jovem da região de Paris, é frequente o sonho de vestir a camisa vermelha e azul e experimentar a atmosfera única do Parque dos Príncipes”, afirmou, ao site oficial do PSG. “Eu realmente queria fazer parte do projeto do clube, que é um dos mais ambiciosos da Europa. Junto com meus companheiros, eu pretendo continuar o meu desenvolvimento e ajudar o clube a atingir os grandes objetivos que ele estabeleceu”.

Mbappé deixa o Monaco com apenas 60 partidas, 27 gols e 16 assistências. Uma pena o desmonte tão rápido de um time que empolgou na última temporada. Dos titulares, o adolescente francês junta-se a Mendy, Bernardo Silva e Bakayoko, que também trocaram o endereço das suas correspondências nesta janela de transferências. Por outro lado, no círculo do futebol, forma-se uma equipe ainda mais interessante em Paris.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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