Ligue 1

Marseille sofre, conta com vacilo de zagueiro do Nantes e ganha três pontos de bandeja

OM ficou com dez em campo e sofreu empate, mas falha dupla de Pallois salvou a noite

No duelo de dois dos maiores campeões da França, Marseille e Nantes fizeram um jogo bastante equilibrado no Vèlodrome, neste sábado (20), pela Ligue 1. Os donos da casa venceram por 2 a 1, mas não sem uma pitada de sofrimento por contar apenas com dez atletas em campo na reta final.

Embora a equipe de Igor Tudor tenha prevalecido tecnicamente, o Nantes não se portou como presa fácil em nenhum momento. Sabendo a hora de subir a linha para desarmar o Marseille, o time de Antoine Kombouaré tentou dificultar a criação marselhesa no meio-campo. Ao sufocar as peças de armação do rival, o Nantes diminuiu o risco de ser vazado. O objetivo inicial era apenas não perder fora de casa. Isso parecia plausível até a segunda etapa.

O Marseille criou pouco na etapa inicial e viu o goleiro Alban Lafont fazer apenas duas defesas antes do intervalo. Nenhuma delas efetivamente providencial. Faltava um pouco de agressividade aos comandados de Tudor. E isso piorou quando Gérson, um dos pilares do time, saiu lesionado no tornozelo. Ao tentar finalizar uma jogada, o brasileiro sentiu fortes dores e pediu para ser substituído imediatamente. Tudor não negou a troca e mandou o colombiano Luís Suárez ao jogo. Ele faria valer a troca no fim da partida.

Na segunda etapa, o OM se soltou mais para buscar o gol da vitória. O ataque, comandado por Alexis Sánchez, pouco fez. No meio, quem se destacou na ausência de Gérson foi Jordan Veretout, que transitou com facilidade entre as tarefas de contenção e distribuição da bola. O gol saiu, mas não foi de ninguém muito óbvio: o zagueirão Chancel Mbemba pegou a sobra de um lance de bola parada e mandou para o fundo da rede, aliviando a torcida local.

O que Mbemba não podia impedir era a onda de apreensão que veio logo depois: no minuto 31, o zagueiro Samuel Gigot levou o segundo cartão amarelo e acabou expulso, cometendo pênalti. Os planos de Tudor foram arruinados em um nível no qual Cengiz Ünder, que tinha menos de vinte minutos em campo, foi substituído por Daniel Caleta-Car, para fechar a defesa. O turco não gostou nada da mexida e quase chorou enquanto se encaminhava para a lateral.

Para a sorte de Gigot e do próprio Tudor, o jogo se resolveu sozinho quatro minutos depois do gol de Ludovic Blas, na marca da cal: em jogada para o ataque, a bola caiu na área e foi cabeceada para trás pelo zagueirão Nicolas Pallois. Suárez estava na disputa e se apresentou para tentar marcar, mas foi interceptado pelo próprio Pallois que, no desespero para corrigir sua própria falha, testou para a rede e surpreendeu Lafont. Um gol bizarro, com esforço imenso do zagueiro para jogar contra o próprio patrimônio.

A vitória colocou o OM na ponta da tabela, ao menos até o jogo do Paris Saint-Germain contra o Lille. Com sete pontos, a equipe de Tudor não tem mais 100% de aproveitamento, mas para um time que se empenhou tanto e parece estar colaborando com o plano do treinador, o nível de competitividade está bem adequado ao que se espera do Marseille na temporada.

Foto de Felipe Portes

Felipe Portes

Felipe Portes é zagueiro ocasional, cruyffista irremediável e desenhista em Instagram.com/draw.portes

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