Ligue 1

Luis Campos, do PSG: “Não tivemos uma boa janela de transferências”

A ausência de um zagueiro desagradou o novo diretor de futebol do PSG, que mudou a política de transferências

O PSG mudou sua estratégia de mercado com as contratações do diretor de futebol, Luis Campos, e o técnico Christophe Galtier, mas, no balanço final, não ficou satisfeito com a janela de transferências que terminou sem a chegada de um zagueiro – mas com uma política mais coerente de formação de time, sem apelar apenas para estrelas.

A busca por um zagueiro acabou sendo mesmo a frustração, após semanas correndo atrás de Milan Skriniar, da Internazionale. O único jogador da posição contratado foi o versátil Nordi Mukiele que também pode jogar na lateral – e tem sido usado apenas por lá. O clube também trouxe os meias Vitinha, Fabián Ruiz, Carlos Soler e Renato Sanches e o atacante jovem Hugo Ekitiké.

Campos lembrou que Galtier tem apenas três zagueiros adultos à disposição – Marquinhos, Presnel Kimpembe e Sergio Ramos – e está jogando com três na defesa. Pelo outro lado da porta, saíram os defensores Thilo Kehrer e Abdou Diallo. Em quatro dos dez jogos desta temporada, o volante Danilo Pereira jogou na defesa para descansar algum dos titulares.

“Chegamos ao fim da janela de transferências sem o equilíbrio perfeito. Temos qualidade enorme no elenco, sem dúvida, mas não atingimos a perfeição. É sempre difícil ter perfeição. Estamos trabalhando apara estar o mais próximo possível da perfeição”, disse Luis Campos, em entrevista à RMC. “Isso é um problema sério para nós. Temos três zagueiros e começamos a jogar com três zagueiros. Isso nos coloca em dificuldades”.

“Não vou falar de nomes. Não falamos apenas com Skriniar. No fim, não temos o jogador que está faltando. Se faltar uma peça, o quebra-cabeça não está completo. Não tivemos uma boa janela de transferências. A janela é longa. Na primeira semana, conseguimos trazer Vitinha. Depois disso, temos seis ou sete semanas sem nada. E na última semana, tudo é mais caro. Queríamos ter 21-22 jogadores a integrar a formação. Criamos um grupo de elite com cinco jogadores que treinam todos os dias com a equipe principal”.

Campos disse que o novo modelo do PSG consiste em fazer a economia e o esportivo andarem lado a lado. “Tomamos medidas complexas. Somos um clube de futebol. O filtro econômico não deve condicionar o filtro esportivo. A prioridade era o filtro econômico. Para mim, é muito claro. Quando o clube pensa no esporte e se esquece da economia, é um desastre. O contrário é o mesmo”, explicou.

Ele também rechaçou a informação, que tomou conta de algumas semanas da janela, de que o PSG queria se livrar de Neymar. “Ele é um jogador muito bom. Chega na hora o tempo todo. Não perdeu um treino, exceto um por um pouco de dor. Neymar está envolvido no projeto da equipe e do clube”, encerrou.

Foto de Bruno Bonsanti

Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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