Ligue 1

Herrera revela recepção à francesa ao chegar ao PSG: “Me vi no meio de uma manifestação e corri da polícia”

A França é a terra do croissant, de Godard, de N’Golo Kanté, das manifestações e, mais recentemente, da violência policial. E Ander Herrera revelou em entrevista ao canal Bein Sports que sua recepção em Paris, depois de assinar com o PSG, envolveu os últimos dois pontos.

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Contratado pelo Paris Saint-Germain em julho de 2019, depois de ver seu contrato com o Manchester United se encerrar, Herrera chegou à capital francesa e foi logo recebido por uma das manifestações semanais realizadas pelos Coletes Amarelos, movimento iniciado em outubro de 2018 por causa de um aumento nos combustíveis e que se espalhou para uma demanda generalizada por melhorias na qualidade de vida e um protesto contra reformas fiscais e sociais propostas pelo governo Macron.

Por mais que o movimento já tivesse bastante tração e atenção, o meia não estava ciente do que estava acontecendo. E, ao sair para fazer compras de mercado, se viu no meio da multidão – e fugindo da repressão policial.

“Na minha primeira semana aqui, estava no hotel, fui ao supermercado e me vi em uma manifestação. Eu não sabia nada sobre essa manifestação. E aí eu corri, porque a polícia veio pra cima de mim, pra cima de todo mundo! Naquele momento, eu não conhecia a situação, não conhecia o problema”, narrou.

A anedota veio em meio a uma discussão sobre como futebol e sociedade estão entrelaçadas e sobre os problemas de ordem recentes nos estádios franceses. “Os torcedores são necessários (ao futebol). Amo jogar no Parque dos Príncipes e ouvir as arquibancadas cantando. Eles viajam para todos os lugares com nós. Mas precisamos impor limites, porque queremos jogar futebol”, pontuou o basco.

Em meio a protestos contra a diretoria, parte da torcida do Bordeaux invadiu uma pequena porção do gramado perto da bandeira de escanteio do Estádio Matmut Atlantique, em 3 de dezembro, depois de ter uma de suas faixas críticas aos dirigentes censurada. O grupo só saiu de lá após conversar com o capitão da equipe, Benoît Costil.

Mais recentemente, jogadores do Lyon, notavelmente Marcelo e Depay, se envolveram em discussão com parte da torcida de ultras Bad Gones, após um torcedor erguer uma bandeira que comparava o brasileiro a um burro e pedia a sua saída. Já no último final de semana, após o PSG marcar seu quarto gol em cima do Saint-Étienne, na casa do adversário, os torcedores dos Verdes dispararam fogos de artifício dentro do estádio, atingindo repetidamente o teto de uma das arquibancadas atrás dos gols.

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Leo Escudeiro

Apaixonado pela estética em torno do futebol tanto quanto pelo esporte em si. Formado em jornalismo pela Cásper Líbero, com pós-graduação em futebol pela Universidade Trivela (alerta de piada, não temos curso). Respeita o passado do esporte, mas quer é saber do futuro (“interesse eterno pelo futebol moderno!”).

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