Ligue 1

Há 40 anos, o Saint-Étienne vencia o Francês pela décima vez: o último título do maior campeão

Dono de 10 títulos no Campeonato Francês, o Saint-Étienne levou sua última taça em 2 de junho de 1981

Nas últimas décadas, o Campeonato Francês atravessou períodos de conquistas em série por parte de alguns clubes. Entretanto, seu maior campeão levantou a taça pela última vez há exatos 40 anos. Comandado por um nome histórico do clube como jogador e treinador, Robert Herbin, e contando com um timaço que reunia vários astros dos Bleus e ponteado por Michel Platini, o Saint-Étienne venceu uma acirrada disputa ponto a ponto com o Nantes e soltou pela décima vez o grito de campeão na última rodada, ao derrotar o Bordeaux.

As origens

Fundado em 1919 por funcionários da rede de supermercados Casino, sediada na cidade, o clube adotou o nome atual ao se profissionalizar, em 1933. Naquele mesmo ano foi admitido na nova liga francesa e disputou a segunda divisão ao longo daquela década até obter o acesso à elite em 1938. Sua estreia na primeira divisão foi boa, terminando com um quarto lugar. Porém, logo em seguida o futebol seria interrompido no país devido à Segunda Guerra Mundial, só retornando ao fim do conflito para a temporada 1945/46.

Nesta edição do retorno do campeonato, os Verts (a cor do uniforme era emprestada da empresa que deu origem ao clube) subiram mais alguns degraus chegando ao segundo posto, a um ponto do campeão Lille. Mas o primeiro caneco oficial só viria quase uma década depois, em 1955, com a conquista da Copa Charles Drago, espécie de torneio de consolação entre os eliminados da Copa da França. Apesar da natureza secundária da competição, foi a vitória que preparou o terreno para o primeiro título da liga, na temporada 1956/57.

Líder quase de ponta a ponta e campeão com quatro pontos de folga sobre o Lens e seis à frente do Stade de Reims, o time do Saint-Étienne apresentava como destaques o goleiro Claude Abbes, da seleção francesa, o meia holandês Kees Rijvers e na frente a dupla formada pelo franco-argelino Rachid Mekhloufi e pelo camaronês Eugène N’Jo Léa. Porém, pouco depois da segunda conquista da Copa Charles Drago, em 1958, o técnico Jean Snella (ex-jogador dos Verts e no cargo desde 1950) deixou o clube, que entrou num rápido declínio.

A fase descendente culminou em seu primeiro rebaixamento ao fim da temporada 1961/62, na qual o clube terminou em 17º entre 20 clubes numa edição em que os quatro últimos caíam. Curiosamente, naquele mesmo ano o Saint-Étienne venceria também pela primeira vez a Copa da França, derrotando na final o Nancy por 1 a 0. Assim, em 1962/63, ao mesmo tempo em que jogava a segunda divisão francesa (e conquistaria o acesso como campeão), disputava também da Recopa Europeia, caindo nas oitavas de final.

Mekhloufi, lenda do ASSE

E o clube aproveitou o embalo da campanha na divisão de acesso: novamente sob o comando de Jean Snella, o Saint-Étienne disparou na liderança da liga em seu retorno à elite e conquistou pela segunda vez o título máximo nacional. Naquele momento, já estavam no clube dois nomes que se tornariam fundamentais, dentro e fora de campo, para que os Verts se colocassem como uma potência no futebol francês: o empresário Roger Rocher, eleito presidente do clube em abril de 1961, e Robert Herbin, meio-campista e futuro técnico.

Antigo trabalhador das minas de carvão da região do Loire, onde fica o clube, Rocher se tornou um rico executivo ao herdar o comando da empreiteira da família. E logo chegaria a acionista e presidente do Saint-Étienne, seu time de coração. Frasista de língua afiada, era grande motivador de seus jogadores e fomentador de rivalidades. Em 1969, no início de um período de disputas com o Olympique de Marselha, disse a Marcel Leclerc, mandatário do OM: “Você me conhece há três anos e sempre que te vejo é pelo retrovisor”.

Mas seu grande “alvo” era mesmo o rival local Lyon, então muito atrás dos Verts em termos de competitividade. “No futebol, Saint-Étienne será sempre a capital e Lyon sua periferia”, era uma de suas frases. “O Saint-Étienne é a locomotiva e o Lyon são os vagões”, alfinetava. Enquanto isso, o time caminhava para levantar seu terceiro título da liga na temporada 1966/67, simbólica sob muitos aspectos. A começar por ser a última com Jean Snella no comando. E ainda por consagrar na equipe uma nova geração de talentos.

Robert Herbin seguia intocável entre os titulares, agora na defesa, assim como o veterano Rachid Mekhloufi no meio-campo, setor onde Aimé Jacquet também se firmara com o tempo. Mas desta vez eles tinham a companhia de nomes como o lateral-direito Bernard Bosquier, o armador Jean-Michel Larqué, o ponta-de-lança Georges Bereta e o goleador Hervé Revelli, que terminaria como o artilheiro do campeonato com expressivos 31 gols – o último deles nos 3 a 0 que decretaram o descenso do Stade de Reims, antiga potência nacional.

A criação da hegemonia

E o novo técnico para o lugar de Snella seria exatamente o homem que levara o Reims a se tornar o clube francês de maior prestígio no continente na segunda metade da década anterior: Albert Batteux, resgatado do ostracismo no pequeno Grenoble, da segunda divisão. Com seu experiente comandante, os Verts emplacariam um inédito tetracampeonato nacional, completando ainda a dobradinha ao conquistar também a Copa da França nas temporadas 1967/68 e 1969/70. Teria início ali seu grande período de hegemonia nacional.

Incorporando ao seu elenco de astros bons nomes como o goleiro Georges Carnus (da seleção francesa) e o atacante malinês Salif Keïta, o Saint-Étienne não deu chance aos adversários naquele quadriênio. Por duas vezes (em 1967/68 e 1969/70) levantou a liga com 11 pontos de vantagem sobre o segundo colocado – marca expressiva numa época em que a vitória valia dois pontos. E embora não refletisse essa hegemonia em grandes resultados europeus, chegou a eliminar o Bayern de Munique na Copa dos Campeões de 1969/70.

Salif Keïta foi um dos maiores jogadores africanos da história

Os bávaros já começavam a se firmar como potência na Bundesliga e contavam com a lendária espinha dorsal formada por Sepp Maier, Hans-Georg Schwarzenbeck, Franz Beckenbauer e Gerd Müller. E o sorteio levou-os a cruzar com os Verts logo na primeira fase da principal competição europeia. Na ida em Munique, vitória do Bayern por 2 a 0. Na volta no estádio Geoffroy Guichard, uma épica remontada: Revelli abriu o placar logo aos dois minutos e ampliou no início da etapa final, antes de Keita fechar em 3 a 0 a nove minutos do fim.

A perda da liga para o Olympique de Marselha em 1970/71 e a queda para o sexto lugar no ano seguinte levaram a uma profunda reformulação. Batteux deixou o cargo, e o clube decidiu apostar num nome que já estava em casa para o comando: Robert Herbin, que acabara de pendurar as chuteiras aos 33 anos. E ele intensificaria o trabalho de base, mesclando jovens talentos a nomes experientes que ficavam e a alguns pontuais reforços importados. O resultado foi o resgate da hegemonia nacional a partir da temporada 1973/74.

Naquele título que iniciaria um tricampeonato francês, Larqué, Bereta e Hervé Revelli integravam a trinca dos experientes. Os reforços trazidos do exterior eram o goleiro iugoslavo Ivan Ćurković (Partizan) e o zagueiro argentino Oswaldo Piazza (Lanús). E entre os talentos feitos em casa, nomes como o zagueiro Christian Lopez, o lateral Gérard Farison, o armador Dominique Bathenay e o atacante Patrick Revelli (irmão mais novo de Hervé), além de outros que despontariam mais tarde, como Dominique Rocheteau e Gérard Janvion.

Brilhando na Europa

A conquista viria com oito pontos de vantagem sobre o Nantes, numa temporada em que o time que marcasse três ou mais gols num jogo ganharia um ponto extra. E veio acompanhada de outro título da Copa da França, batendo o Monaco na final por 2 a 1. Uma nova dobradinha chegaria em 1974/75, na temporada que marcou ainda a primeira grande campanha europeia dos Verts, alcançando a semifinal da Copa dos Campeões e caindo para o velho conhecido Bayern após despachar Sporting, Hajduk Split e Ruch Chorzów.

Mas o auge viria na temporada 1975/76, quando, além de confirmar o tricampeonato (seu nono título francês, distanciando-se ainda mais na condição de maior campeão nacional, a qual havia alcançado já em 1970), o time de Robert Herbin se tornou o primeiro clube francês a disputar a decisão da Copa dos Campeões desde o Reims em 1959. No caminho, eliminou o KB Copenhague, o Rangers, empreendeu outra remontada épica contra o forte Dynamo Kiev de Oleg Blokhin e, por fim, despachou o PSV Eindhoven nas semifinais.

Na decisão disputada no Hampden Park de Glasgow, o adversário seria novamente o Bayern de Munique. No primeiro tempo, o Saint-Étienne atacou mais e criou mais chances, entre elas duas oportunidades incríveis em que a bola acertou o travessão e quicou fora do gol: a primeira num chutaço de Bathenay e a segunda numa cabeçada do meia Jacques Santini. Na etapa final, porém, numa cobrança de falta perto da área, Beckenbauer rolou para Franz Roth, que acertou o canto das redes de Ćurković, decretando a vitória bávara por 1 a 0.

Ao apito final, alguns jogadores dos Verts chegaram a chorar ainda em campo, inconformados com a derrota e o azar nas finalizações. Mas a recepção por parte da torcida foi calorosa na volta à França, que incluiu um aclamado desfile da delegação pela avenida Champs Élysées, em Paris. E a partida entrou para o anedotário do futebol do país como o “jogo das traves quadradas”, em alusão ao antiquado formato das balizas do estádio escocês, então já substituídas pelas arredondadas na maioria dos estádios europeus.

Roger Rochet e Robert Herbin após a final da Champions de 1976

O Saint-Étienne ainda chegaria às quartas do torneio na campanha seguinte. Após eliminar CSKA Sofia e PSV, o adversário seria o Liverpool de Bob Paisley. Na França, um gol de Bathenay deu a vitória aos Verts por 1 a 0. Já na volta, Keegan colocou os Reds em vantagem logo no início, mas Bathenay marcou de novo com um belo chute silenciando Anfield. O estádio, porém, novamente se inflamaria com um gol de Ray Kennedy. E a classificação dos ingleses viria com o gol de David Fairclough fazendo 3 a 1 a seis minutos do fim.

Sem conseguir alcançar um novo tetracampeonato (terminou apenas em quinto na liga, bem atrás do campeão Nantes), o Saint-Étienne salvou a temporada levantando mais uma vez a Copa da França ao vencer o Stade de Reims por 2 a 1 de virada nos minutos finais. Mas aquele fim de década passaria em branco em conquistas. Em 1978, o Monaco levaria a taça tal qual os próprios Verts em 1964, vindo de uma temporada na segundona. O Strasbourg seria o campeão-surpresa em 1979. E o Nantes faturaria de novo em 1980.

Ainda sob o comando de Robert Herbin, o Saint-Étienne se reformulava. Larqué seria o primeiro a sair, tomando o rumo do Paris Saint Germain após o título da copa. Bathenay seguiria o mesmo caminho no ano seguinte, quando as mudanças se intensificaram. A temporada 1977/78, algo decepcionante (apenas sétimo na liga), também seria a derradeira do meia Christian Synaeghel, negociado com o Metz, e ainda dos irmãos Revelli: Patrick seguiu para o Sochaux e o veterano Hervé foi jogar no futebol suíço pelo Chênois.

Já em meados de 1979, o zagueiro Oswaldo Piazza retornava à Argentina para defender o Vélez Sarsfield, enquanto o atacante Bernard Lacombe, nome de seleção trazido do rival Lyon no ano anterior, era negociado com o Bordeaux após uma única temporada nos Verts. Outro que deixava o clube era o ponta-esquerda Christian Sarramagna para o Montpellier, da segunda divisão. E em 1980, o atacante Dominique Rocheteau (mais um talento formado no clube) sairia do Geoffroy Guichard para reencontrar Bathenay no Paris Saint Germain.

Um elenco remodelado

Assim, ao início da temporada 1980/81, o elenco abarcava apenas cinco remanescentes da última conquista da liga. Um deles era o goleiro Ćurković, que aos 36 anos seguia como titular. Porém, após falhar nos três primeiros jogos da liga, o iugoslavo perderia o posto para Jean Castaneda, 13 anos mais jovem, formado no clube, há quatro anos no elenco principal e que pedia passagem, destacando-se ao ponto de estrear pelos Bleus ainda naquela temporada, num amistoso contra a Espanha em Madri, em fevereiro de 1981.

Na defesa havia mais dois remanescentes. Nascido na Martinica, o versátil Gérard Janvion podia atuar nas duas laterais (naquela temporada seria o dono do lado esquerdo) e ainda como central ou volante. Era nome regular na seleção francesa, assim como Christian Lopez, líbero organizador e capitão da equipe. Ambos formados no clube, como a maior parte do elenco. Já as outras duas vagas no setor – as de lateral-direito e de zagueiro “stopper” – eram preenchidas com reforços trazidos para aquela temporada.

O clube havia se despedido do lateral Gérard Farison (que se aposentou) e do curinga e reserva imediato do setor Pierre Repellini (que desceu à terceira divisão para atuar pelo pequeno Hyères). E repôs as perdas trazendo do Metz o lateral-direito Patrick Battiston, jogador dinâmico e nome de seleção, e do Monaco o vigoroso zagueiro Bernard Gardon, 28 anos, que trazia no currículo dois títulos franceses: um com o Nantes e outro com a equipe do Principado. E esse quarteto formaria uma linha defensiva bastante sólida.

No meio-campo, um dos nomes presentes na conquista anterior era o volante Jacques Santini, jogador inteligente, que dava equilíbrio ao time. Desta vez, porém, teria de lidar com frequentes lesões, que abririam espaço para Jean-Louis Zanon, 19 anos, outro nome versátil (também podia atuar como lateral-esquerdo) revelado pelo clube e dono de bom chute com a perna esquerda. Quem também havia participado do título de 1976 – ainda que em poucos jogos, por se tratar de um jovem – era o armador Jean-François Larios.

Meia de qualidade técnica tão grande quanto sua personalidade tinha de forte e extravagante, Larios era um dos maiores talentos a despontarem não só no clube como no futebol francês no fim dos anos 1970. Mas sua afirmação só aconteceu com um empréstimo ao Bastia na temporada 1977/78. Nela, ajudou a levar o pequeno clube da Córsega à decisão da Copa da Uefa, perdida para o PSV em jogos de ida e volta. Ao retornar, o técnico Herbin se permitiu negociar Dominique Bathenay: tinha em Larios seu substituto pronto.

O álbum do Saint-Étienne em 1980/81

Para se ter uma ideia de seu prestígio, ao fim daquela temporada o meia acabaria eleito o melhor jogador do campeonato numa votação entre todos os atletas profissionais da primeira divisão, ficando bem à frente de seu companheiro de criação de jogadas: um certo Michel Platini. Este, aos 25 anos, havia chegado ao clube em junho de 1979 vindo do Nancy, clube que o revelara e pelo qual vencera a Copa da França no ano anterior. Também havia disputado o Mundial de 1978, quando os Bleus caíram na primeira fase.

Esta má campanha da França – embora eliminada no “grupo da morte”, com a anfitriã Argentina, Itália e Hungria – rendeu muitas críticas a Platini, responsabilizado após não ter feito um torneio considerado dentro das enormes expectativas criadas no país. Mas agora, numa equipe de maior porte que o Nancy, ele buscava restabelecer seu nome. E sagrar-se campeão da liga pela primeira vez com os Verts – depois de ver o título escapar por apenas três pontos em 1980 – seria uma boa maneira de calar quem questionava seu talento.

O outro estrangeiro do elenco jogava no ataque, mais exatamente na ponta-direita. E era nome conhecido internacionalmente: o holandês Johnny Rep, titular da Laranja nos Mundiais de 1974 e 1978, e contratado do Bastia, de onde já conhecia Larios. O titular da outra ponta em boa parte da campanha também viera da equipe da Córsega, mas ainda em 1977: Jacques Zimako, primeiro atleta nascido na Nova Caledônia a defender a seleção francesa. Veloz e driblador, era chamado de “o mais brasileiro” dos jogadores franceses.

Entretanto, naquela temporada (que seria sua última no clube), Zimako tinha a concorrência do pequenino ponta-direita Laurent Paganelli (o que significava transferir Rep para o lado esquerdo do ataque). Apelidado o “pequeno Mozart” e revelado no Torneio de Montaigu, competição de base tradicional no país, Paganelli havia estreado pelo Saint-Étienne na primeira divisão antes mesmo de completar 16 anos, em agosto de 1978. Arisco e talentoso, era mais uma importante peça para rodar o sistema ofensivo dos Verts.

No centro do ataque estava outro garoto (18 anos ao início da campanha), crescido na base do clube: Laurent Roussey. Fenômeno precoce a exemplo de Paganelli, ele se tornaria um dos mais jovens jogadores a marcar um gol na história da primeira divisão francesa, ao balançar as redes do Monaco em abril de 1978 com apenas 16 anos e três meses de idade. Ao começar a temporada 1980/81, porém, ele voltava de lesão (uma das muitas que teria ao longo da carreira). Mas logo recuperaria a forma de impetuoso artilheiro.

O pontapé inicial

A equipe, entretanto, teve início oscilante. A campanha começou com uma desastrosa derrota por 3 a 0 diante do Bordeaux no Parc Lescure em 24 de julho. Em seguida, ao receber o Nice, o time quase jogou fora uma vantagem conquistada com dois gols de Rep, permitindo o empate. Mas um gol de Platini a sete minutos do fim selou a vitória por 3 a 2. Porém, nova derrota viria na terceira rodada, na Córsega, por 2 a 1 diante do Bastia. Foi quando o veterano Ćurković cedeu o posto ao ascendente Castaneda, e a maré virou.

Os Verts engrenaram cinco vitórias, sendo duas por goleada e sendo vazados apenas duas vezes: fizeram 4 a 1 no Nancy, 2 a 0 na visita ao Strasbourg, 5 a 0 no Angers (com direito a tripleta de Roussey), 2 a 0 fora contra o Auxerre e 3 a 1 no Lille. E alcançaram a liderança pelo saldo de gols, desalojando o rival Lyon. Os Gones, aliás, seriam o próximo adversário em Gerland. Zimako abriu o placar no fim do primeiro tempo, mas Daniel Xuereb decretou o empate em 1 a 1 na etapa final, resultado que mantinha a situação no topo da tabela.

A igualdade, porém, permitiu a chegada do Nantes, agora um dos quatro times empatados com 13 pontos na parte de cima da tabela (o Bordeaux também acompanhava o bloco) após nove rodadas. E os Canários, atuais campeões, converteriam-se nos principais oponentes do Saint-Étienne na briga pelo título. Assim, mesmo obtendo grandes vitórias em seguida, os Verts não conseguiam desgarrar, já que o adversário não dava folga – curiosamente, repetindo muitas vezes até os placares de seus jogos.

Larios contra o PSG

Na décima rodada, uma tranquila goleada do Saint-Étienne por 4 a 0 sobre o Valenciennes foi respondida com um 4 a 1 do Nantes sobre o Lille. No jogo seguinte, os Verts foram ao Principado e obtiveram importante vitória sobre o Monaco por 2 a 1 – e os Canários bateram o Strasbourg fora de casa pelo mesmo placar. Três dias depois, foi a vez de a equipe de Robert Herbin aplicar um 3 a 0 no Metz em casa. E os detentores do título, também em seus domínios, replicaram derrotando o Valenciennes pela mesma contagem.

Até quando os Verts perderam um ponto no empate em 1 a 1 na visita ao Paris Saint Germain no Parque dos Príncipes em 4 de outubro, os Canários também ficaram na igualdade (só que sem gols) frente ao Auxerre na Borgonha. Mas um novo tropeço do Saint-Étienne (0 a 0 com o Laval fora de casa) levou o Nantes – que jogou como mandante e bateu o Metz por 1 a 0, gol do zagueiro Patrice Rio – à liderança isolada ao fim da 14º rodada. Mas apenas três dias depois os papeis se inverteriam, com nova mudança na ponta.

Tendo mais dificuldades do que o placar indica, o Saint-Étienne derrotaria o bom time do Sochaux por 3 a 0 no Geoffroy-Guichard e ficaria um ponto à frente do Nantes, que no mesmo dia cairia diante do Monaco no Principado por 2 a 1. E a 16ª rodada, no dia 31 de outubro, anteciparia o primeiro confronto direto: Os Canários golearam o Laval (4 a 1), enquanto os Verts cederam ao Lens o empate em 1 a 1 no estádio Félix Bollaert. Assim, de novo, apenas o saldo de gols separava a dupla, empatada com 24 pontos no topo da tabela.

Disputa acirrada

O duelo do dia 8 de novembro no Geoffroy-Guichard colocaria o Saint-Étienne frente a um Nantes disposto a contra-atacar, com o armador Henri Michel recuado para o posto de líbero e o ponta-esquerda Loïc Amisse exercendo o papel de válvula de escape na transição ofensiva. Mas as duas melhores chances do jogo seriam dos Verts, em cobranças de falta de Platini. Na primeira, a bola desviou na barreira e obrigou Jean-Paul Bertrand-Demanes a voltar e fazer uma defesa magistral. Na segunda, o chute explodiu no travessão.

O empate em 0 a 0, porém, prevaleceu. Os dois seguiam iguais na pontuação, e os Verts levando vantagem no saldo (22 a 16). Quatro dias depois, no entanto, o Saint-Étienne livraria de novo um ponto de frente: um gol de Roussey no primeiro tempo daria a vitória por 1 a 0 sobre o Nîmes na casa do adversário, ao mesmo tempo em que o Nantes de novo parava num 0 a 0, agora na visita ao Lens. A última rodada do turno viria em 23 de novembro, e o time de Robert Herbin teria toda a chance de seguir na ponta ao enfrentar o Tours.

Estreante na primeira divisão naquela temporada, o adversário era apenas o 11º colocado e, em tese, não representava um grande risco. Tanto que o Saint-Étienne abriu o placar com Zimako aos 12 minutos da etapa final e caminhava para mais uma vitória protocolar. Mas a zebra resolveu passear pelo Geoffroy-Guichard: o veterano atacante ítalo-argentino Delio Onnis empatou para o Tours aos 26 e seu companheiro de ataque Bernard Ferrigno virou o jogo a oito minutos do fim, decretando um surpreendente 2 a 1.

Além de encerrar uma série invicta de 15 jogos dos Verts no campeonato, o revés entregou de novo a liderança nas mãos do Nantes, que bateu o Sochaux por 2 a 1 em casa. Mas a decepção seria descontada três dias depois sobre o Hamburgo, adversário do time de Robert Herbin pelas oitavas de final da Copa da Uefa, na partida de ida em pleno Volksparkstadion. Seria uma das melhores exibições daquela equipe, que chegara ali após eliminar sem maiores problemas os finlandeses do KuPS e os escoceses do Saint Mirren.

Platini comemora

A goleada de 5 a 0 na Alemanha Ocidental viria com dois de Platini, um de Larios, outro de Zimako e um contra de Hartwig. Foi o resultado que ajudou a equipe a se recuperar e engatar uma nova série invicta na abertura do returno, que começaria com um difícil triunfo na Côte D’Azur sobre o Nice. O time da casa chegou a acertar a trave de Castaneda no primeiro tempo, mas aos poucos os Verts se acertaram. E um gol de Johnny Rep aos 33 minutos da etapa final, aproveitando saída em falso do goleiro André Rey, definiu o 1 a 0.

Em seguida, um categórico 3 a 0 sobre o Bastia com direito a golaço de cobertura de Platini deu o troco da derrota na Córsega no primeiro turno. Com o empate do Nantes diante do Bordeaux na abertura do returno (o terceiro 0 a 0 dos Canários nos últimos quatro jogos), os Verts haviam recuperado a liderança pelo saldo de gols. Mas novamente a deixariam escapar com seu próprio tropeço: empate sem gols na visita ao Nancy, ao mesmo tempo em que seu principal adversário pelo título derrotava o Tours fora de casa por 3 a 2.

A briga era tão acirrada que o Saint-Étienne precisaria somar 13 pontos em 14 possíveis pelos próximos sete jogos (ou seis vitórias e um empate) para retomar a liderança. Nesse caminho, o time derrotou o Strasbourg (3 a 0), empatou com o Angers fora de casa (1 a 1, na mesma rodada em que o Nantes parou num 0 a 0 com o Lyon), e seguiu batendo o Auxerre (2 a 0), o Lille (3 a 1), o rival Lyon no clássico local (3 a 2) e o Valenciennes (1 a 0), antes de receber o Monaco em outra partida brilhante que marcaria a campanha.

Aniquilando o Monaco

Os monegascos ocupavam a quarta colocação e, se já estavam um tanto distantes da briga pelo título (a diferença entre as duas equipes era de seis pontos a dez rodadas do fim do campeonato), seguiam vivos por uma vaga na Copa da Uefa. E, em meio à intensa pressão exercida pelo Saint-Étienne desde o início da partida, abririam o placar num contra-ataque fulminante aos 21 minutos em que Castaneda saiu da área para tentar afastar, mas a bola sobrou para o ponta Albert Emon tocar por cobertura da intermediária.

Os Verts tiveram uma chance clara salva em cima da linha e acertaram o travessão numa cobrança de falta de Platini antes de chegarem ao empate, perto do fim do primeiro tempo, quando o camisa 10 recebeu uma bola escorada de um cruzamento de Battiston da direita, girou e fuzilou o goleiro Jean-Luc Ettori. E voltariam para a etapa final avassaladores: aos 19 minutos, em jogada sensacional de Zimako, que se livrou de três defensores, foi à linha de fundo e só rolou para Rep vir de trás e estufar as redes, a virada chegaria.

Daí em diante o Saint-Étienne partiu para golear. Aos 25, Battiston desceu pela direita e entregou a Zimako, que tabelou com Platini e ficou frente a frente com Ettori para fazer o terceiro. Aos 30, num contra-ataque iniciado por Larios, Zimako e Roussey bagunçaram a defesa monegasca até o centroavante ser derrubado na área. O mesmo Larios cobrou sem chance para Ettori e anotou o quarto gol. No fim, Janvion sofreu falta perto da área, Zanon cobrou alçando e Rep mergulhou para marcar de cabeça e fechar em 5 a 1.

Paralelamente, numa partida dramática no estádio Marcel Saupin, o Nantes abria o placar diante do Strasbourg com um gol de pênalti de Patrice Rio aos 36 minutos do segundo tempo somente para ceder o empate em 1 a 1 na última volta do ponteiro, graças a um tento do israelense Vicky Peretz. E mesmo quando o Saint-Étienne parou no 0 a 0 na visita ao Metz na rodada seguinte, os Canários voltaram a entregar o resultado de maneira incrível diante do Valenciennes, num jogo em que venciam por 3 a 1 e acabou 3 a 3.

A segunda grande sequência invicta dos Verts no campeonato (11 jogos) teria seu ponto final na rodada seguinte, em casa, diante de um Paris Saint Germain que subia para a quinta colocação. A derrota por 2 a 0 veio com gols do chadiano Nambatingue Toko e do argelino Mustapha Dahleb. E o Nantes? Adivinhem: também foi batido em seus domínios pelo Auxerre (1 a 0), mais uma vez com gol no fim do jogo (de Patrick Remy, aos 39 minutos da etapa final). Todos esses tropeços ajudavam a manter o Saint-Étienne na ponta.

A derrota diante dos parisienses seria a última na campanha. Uma semana depois, os Verts se reabilitariam com uma vitória simples, mas fundamental por 1 a 0 sobre o Laval com gol de Johnny Rep, enquanto o Nantes suava para empatar em Metz (2 a 2). A próxima partida do Saint-Étienne, uma visita ao Sochaux, seria adiada para que o adversário pudesse viajar à Holanda, onde no dia seguinte enfrentaria o AZ ’67 pela semifinal da Copa da Uefa (torneio do qual a equipe de Robert Herbin havia sido eliminada na fase anterior).

A reta final

Assim, só o Nantes jogou naquela rodada de 21 de abril de 1981. E goleou o Monaco em casa por 5 a 0, recuperando momentaneamente a liderança, mas com uma partida a mais. Quando voltou a jogar, o Saint-Étienne resgatou o primeiro lugar: mesmo empatando sem gols em casa com o Lens, contou com a derrota dos Canários na visita ao ameaçado Laval (2 a 0). Com isso, os dois chegavam ao segundo confronto direto na mesma situação do primeiro turno: iguais em pontos e com os Verts à frente no saldo.

O Saint-Étienne posado na final da Copa da França

E assim como no primeiro duelo, o empate prevaleceria. Só que com gols, ambos na etapa final. O atacante dinamarquês Henryk Agerback completou de cabeça a bola alçada por Henri Michel e abriu a contagem para o Nantes aos quatro minutos. Mas quase em seguida, ao pressionar a saída de bola, Zanon bateu a carteira de William Ayache e finalizou sem chances para Dominique Leclerc, selando o 1 a 1 que deixava a tabela na mesma situação – e o Saint-Étienne, com um jogo a menos, em posição de comando.

O inesperado tropeço em casa diante do Nîmes (0 a 0) juntamente com a vitória do Nantes sobre o Lens (2 a 0) tiraram os Verts brevemente da liderança. Mas a vitória de virada por 2 a 1 no jogo adiado contra o Sochaux fora de casa compensou. Naquele 26 de maio, o meia Bernard Genghini abriu a contagem para os donos da casa, mas ainda no primeiro tempo o Saint-Étienne passou à frente no marcador com dois gols de jogadores de defesa: Battiston empatou aos 28 minutos e Lopez decretou a vitória marcando aos 33.

Um ponto à frente, o time de Robert Herbin poderia até ser campeão naquela penúltima rodada caso vencesse e o Nantes fosse derrotado. O adversário dos Verts, porém, era o Tours, que ainda evocava a má lembrança do jogo do primeiro turno. Era hora de exorcizá-lo: logo aos 15 minutos, Platini abriu o placar de cabeça. Aos 38, o meia achou Johnny Rep na área, e o holandês driblou o goleiro com calma e tocou para as redes. E na etapa final, Roussey tabelou com Platini e marcou o terceiro, antes de o Tours diminuir para 3 a 1.

O Nantes, porém, demonstrou resiliência em sua visita ao Sochaux: chegou a sofrer o empate dos donos da casa por duas vezes, mas no fim venceu por 4 a 2, com o gol do argentino Oscar Muller selando o triunfo aos 43 minutos do segundo tempo. A decisão do título ficaria mesmo para a última rodada, marcada para uma inusitada noite de terça-feira e com os mesmos jogos daquela que abriu o campeonato (obviamente, com os mandos invertidos). E tanto o Saint-Étienne quanto o Nantes atuariam diante de suas torcidas.

Ainda um ponto à frente e com três gols de vantagem no saldo, os Verts receberiam o Bordeaux, terceiro colocado, enquanto os Canários pegariam o já rebaixado Nîmes. Mesmo tendo, em tese, a missão mais difícil, o Saint-Étienne começou e terminou a rodada como campeão. Mesmo com José Touré abrindo o placar para o Nantes no outro jogo aos 21 minutos, o time de Robert Herbin ainda levava o título pela diferença de gols. E não tardaria até que sua equipe também balançasse as redes duas vezes com Platini.

Quando Miguel Lozano empatou para os Crocodilos no estádio Marcel Saupin, não havia mais dúvidas de que o caneco ficaria mesmo com o Saint-Étienne. Nem mesmo o gol de desconto do Bordeaux para 2 a 1 a dez minutos do fim, com a “lei do ex” personificada em Bernard Lacombe, conseguiu impedir a festa dos Verts, campeões pela décima vez e abrindo distância ainda maior na relação dos maiores vencedores do certame. A constelação de talentos em todos os setores da equipe havia prevalecido mais uma vez.

O declínio entre derrotas amargas e escândalos

Infelizmente – para seus torcedores – seria a última conquista. Depois de chegar perto da dobradinha naquele ano, mas ser surpreendido pelo Bastia de Roger Milla na decisão da Copa da França no Parque dos Príncipes, o clube seguiria como favorito a todos os canecos do país na temporada seguinte, mesmo com as baixas de Santini e Zimako, vendidos ao Montpellier e Sochaux, respectivamente. E de fato brigaria palmo a palmo pelo bicampeonato da liga (tendo agora no Monaco seu maior oponente) e por mais um título da copa.

Porém, ambos escapariam: depois de liderar o campeonato por quatro meses entre novembro de 1981 e fevereiro de 1982, a equipe seria ultrapassada pelos monegascos no início de março. Na rodada final, nem mesmo demolir o Metz por 9 a 2 adiantou: o time do Principado precisou apenas de uma vitória por 1 a 0 sobre o Strasbourg para levar o título por um ponto. Já na copa, o Saint-Étienne teve sua revanche contra o Bastia na semifinal, mas perdeu nos pênaltis a decisão contra o Paris Saint Germain.

Aquela partida foi particularmente dolorosa: os Verts venciam por 2 a 1 até o último minuto da prorrogação no Parque dos Príncipes quando Rocheteau, cria do clube do Loire, decretou o 2 a 2 que levou o jogo para as penalidades. Nelas, após todas as cobranças da série normal terem sido convertidas, o capitão Christian Lopez desperdiçaria a primeira das alternadas. Como se não bastasse, o clube havia vivido naquele primeiro semestre de 1982 dois abalos internos de grandes proporções que precipitariam seu declínio.

Primeiro vieram à tona, ainda em janeiro, os rumores de um relacionamento secreto entre o meia Larios e Christelle, esposa de Platini. Os dois armadores do time deixaram de se falar, e o episódio chegou a repercutir até na seleção francesa durante a Copa do Mundo da Espanha, quando Larios acabou barrado após a derrota na estreia contra a Inglaterra – e nunca mais seria convocado. Platini sairia para a Juventus após o Mundial, enquanto Larios seguiria para uma passagem frustrada pelo Atlético de Madrid no início de 1983.

Larios, o melhor em 1981

Ainda mais impactante na derrocada do clube seria o segundo escândalo, em abril: a descoberta de um “caixa dois”, por meio do qual os atletas recebiam bonificações não declaradas em dinheiro vivo. A denúncia levou o presidente Roger Rocher a se demitir do cargo no dia 17 de maio, quase 21 anos depois de assumi-lo. E desencadeou uma crise financeira que levou a uma debandada relâmpago no elenco: Platini e o capitão Christian Lopez (negociado com o Toulouse) foram os dois nomes que abriram a porteira.

Ainda ao fim daquela temporada 1981/82, o outro zagueiro central, Bernard Gardon, encerraria a carreira. O clube até conseguiria trazer bons reforços para a campanha seguinte: vieram o zagueiro Philippe Mahut (Metz), o cobiçado volante Bernard Genghini (Sochaux) e o atacante Alain Moizin (ex-Monaco, que estava no rival Lyon). Mas os Verts passaram a maior parte do tempo rondando a zona de descenso, terminando num modesto 14º lugar, além de sofrerem quedas vexatórias na Copa da França e na Copa da Uefa.

O mau desempenho levaria ainda à saída de Robert Herbin do cargo de técnico em janeiro de 1983 após quase 11 anos no posto, em outro símbolo do fim de uma era. Um mês depois, ele seria contratado pelo rival Lyon. A debandada se intensificaria. Johnny Rep retornaria à Holanda para defender o Zwolle. Battiston (Bordeaux), Janvion (Paris Saint-Germain), Genghini (Monaco), Paganelli (Toulon) e Roussey (Toulouse) deixariam o clube, que disputaria a temporada 1983/84 com elenco consideravelmente enfraquecido.

E então viria o desastre: 18º colocado na liga ao fim da campanha (com direito a uma estrondosa goleada de 7 a 0 sofrida para o Bordeaux), o Saint-Étienne deveria disputar a repescagem de acesso e descenso com o Racing Paris. O empate em 0 a 0 em Colombes na partida de ida parecia encaminhar o alívio da permanência. Mas a melancólica derrota por 2 a 0 em pleno Geoffroy-Guichard no jogo de volta colocaria um ponto final ao brilhante e vitorioso ciclo de 21 anos dos Verts na divisão de elite francesa.

O clube retornaria à categoria máxima dois anos depois e teria outros três períodos na elite. O primeiro entre 1986/87 e 1995/96, tendo como ponto alto um quarto lugar em 1987/88, com Robert Herbin de novo no comando, além de duas chegadas às semifinais da Copa da França em 1990 e 1993. O segundo, mais curto, só durou as temporadas 1999/00 (na qual ficou em sexto) e 2000/01. Entre um e outro, o clube escaparia por duas vezes do descenso também na segunda divisão, tendo sido o 17º em 1997/98 e 1998/99.

O terceiro período na elite é o atual, que vem desde a temporada 2004/05, marcado pelo título da Copa da Liga em 2013 e por algumas campanhas europeias esporádicas. O clube não costuma mais brigar no bloco de cima como antes. E nos últimos 40 anos, teve de assistir aos períodos de hegemonia de Olympique de Marselha, Lyon e Paris Saint Germain, além de conquistas pontuais de Monaco, Bordeaux e Nantes. Mas depois de tanto tempo o orgulho de ser o maior campeão francês segue preservado e intacto.

Além de colaborações periódicas, quinzenalmente o jornalista Emmanuel do Valle publica na Trivela a coluna ‘Azarões Eternos’, rememorando times fora dos holofotes que protagonizaram campanhas históricas. Para visualizar o arquivo, clique aqui. Confira o trabalho de Emmanuel do Valle também no Flamengo Alternativo e no It’s A Goal.

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Emmanuel do Valle

Além de colaborações periódicas, quinzenalmente o jornalista Emmanuel do Valle publica na Trivela a coluna ‘Azarões Eternos’, rememorando times fora dos holofotes que protagonizaram campanhas históricas.

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