Copa do Mundo FemininaLigue 1

Depois de mais um jogo interrompido por homofobia na França, LFP marca reunião com torcedores

A França viveu o seu segundo jogo paralisado por ações homofóbicas dos torcedores. No último dia 16, o árbitro parou o jogo entre Nancy e Le Mans por causa de cantos homofóbicos sendo entoados. Nesta quarta-feira, o jogo entre Nice e Olympique de Marseille também foi parado por causa de faixa e insultos homofóbicos da torcida. O jogo foi interrompido até que providências fossem tomadas por autoridades e os insultos parassem. As interrupções incomodam os torcedores e a liga decidiu agir convocando reunião com entidades contra a homofobia e também representantes dos torcedores para tratar do assunto.

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Os torcedores abriram uma faixa que dizia “Stades Plus Gays”, em referência a uma decisão da Ligue 1 que determinou ter seções separadas nas arquibancadas. Para os torcedores que abriram a faixa, isso torna “os estádios mais gays”. Além da faixa, foram entoados gritos com ofensas homofóbicas nas arquibancadas.

Diante disso, o árbitro Clement Turpin interrompeu a partida e chamou os capitães para explicar a situação, em meio ao primeiro tempo. A paralisação durou cerca de 12 minutos. O Olympique de Marseille venceu o jogo por 2 a 1.

A presidente da Ligue de Football Professionnel (LFP), Nathalie Boy de la Tour, afirmou que haverá uma reunião no dia 5 de setembro com organizações anti-homofobia e torcidas dos clubes. Segundo a dirigente, as torcidas estarão representadas pela Associação Nacional de Torcedores para que possam debater juntos.

A Ministra dos Esportes da França, Roxana Maracineanu, saudou a iniciativa de colocar as partes envolvidas em uma reunião para tratar do assunto, porque “não é mais aceitável ouvir cantos homofóbicos”.

No dia 25 de julho, a Fifa distribuiu uma circular para todas as federações promovendo “tolerância zero contra qualquer tipo de discriminação” e exige punições severas caso aconteçam atos nesse sentido. Na final da Copa do Mundo Feminina, na França, o presidente Emmanuel Macron afirmou em entrevista à TV que é favorável à paralisação das partidas em casos de atos racistas ou homofóbicos. Ele apoiou tanto a Minsitra dos Esportes Roxana Maracineanu quanto a Secretária de Igualdade, Marlène Schiappa.

Segundo uma fonte da Ligue 1 contou à Radio Monte Carlo (RMC), da França, a única instrução dada aos árbitros foi que eles relatassem sistematicamente todos as músicas e insultos racistas ou homofóbicos. Ainda segundo a fonte consultada pela RMC, haverá uma conversa com os árbitros para que haja mais comedimento em relação à interrupção das partidas, sem ser negligente com cantos homofóbicos.

Por isso, a reunião que a LFP marcou com entidades contra homofobia e os torcedores, para que sejam esclarecidos os pontos e explicadas as questões sobre a circular da Fifa e as medidas que passarão a ser tomadas em caso dos cantos continuarem acontecendo. A medida é uma forma de conscientização e também para deixar os torcedores cientes das consequências dos seus atos. Também serão ouvidas as opiniões dos torcedores sobre como combater a homofobia nos estádios.

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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