Ligue 1

Contra o Lille, talento resolveu outro jogo em que o PSG sofreu mais que deveria para vencer

Neymar e Di María comandaram a virada do líder do Campeonato Francês no segundo tempo, mas, coletivamente, os parisienses pecaram mais uma vez

O aproveitamento do PSG no Campeonato Francês é excepcional. Doze rodadas, dez vitórias, um empate, uma derrota. Mas quem assiste aos jogos sabe o quanto o time mais badalado da atualidade sofreu para chegar a estes 31 pontos. Nesta sexta-feira não foi diferente. O Lille foi coletivamente superior durante a maioria da partida, mas o talento de Di María e Neymar, principalmente, resolveu a parada para Mauricio Pochettino: 2 a 1, de virada, com o segundo gol aos 43 minutos do segundo tempo.

O Lille é o atual campeão francês, mas está com problemas financeiros, mudou de dono no fim do ano passado, perdeu o técnico, Christophe Galtier, ao Nice, e está em um começo de campeonato mais complicado. Começou uma reação com três vitórias consecutivas, contra Stade Reims, Estrasburgo e Olympique Marseille, mas a derrota ao PSG foi a terceira rodada seguida sem vitória também.

Mas no Parque dos Príncipes apresentou uma versão mais parecida ao time campeão francês. Inexorável na defesa e castigando o PSG constantemente com um ataque mais direto que buscou Jonathan David e Burak Yilmaz. Renato Sanches foi um destaque no primeiro tempo comandando o meio-campo. E o PSG, com Neymar, Messi e Di María no ataque, sem Kylian Mbappé, estava completamente perdido.

Donnarumma fez uma boa defesa em batida cruzada de Yilmaz, e Di María arriscou de fora da área, sem muita força, sem muita direção, facilitando a defesa de Ivo Grbic. Aos 30 minutos, Yilmaz fez jogada de linha de fundo pela esquerda e apenas rolou para trás. Jonathan David chegou batendo e abriu o placar. Di María teve boa chance pela direita, mas tirou demais do goleiro e mandou para fora. Messi também ameaçou em cobrança de falta.

Messi não fazia bom jogo, mas não foi bom sinal quando saiu no intervalo, aparentemente com lesão muscular, para a entrada de Icardi. E o Lille retornou ameaçando novamente. Um bom passe de Jonathan Ikoné acionou David pela direita da grande área. Outra intervenção de Donnarumma. Neymar começou a chamar a responsabilidade, com um chute rasteiro entre as pernas do marcador, em cima de Grbic, mas a próxima grande chance foi novamente do Lille, com Yilmaz tentando encobrir Donnarumma. Linda defesa com a ponta dos dedos.

Foi por volta dos 30 minutos do segundo tempo que o PSG conseguiu finalmente se impor. Neymar arrancou da esquerda para o meio e ganhou escanteio. Di María cruzou com perfeição para Icardi, que conseguiu ajeitar o corpo para cabecear, mas mandou por cima. No minuto seguinte, Di María percorreu a linha de fundo e cruzou com perfeição para Marquinhos bater de primeira e empatar o jogo.

A partir do gol do zagueiro brasileiro, a dinâmica do jogo mudou. O PSG ficou muito mais confortável, e o Lille não conseguia escape. Neymar deixou Icardi na cara do goleiro Grbic, que conseguiu o desvio com a perna para evitar o segundo dos donos da casa. E aos 43 minutos, Di María começou a jogada com Neymar, que dominou e devolveu na hora certa para o argentino chegar batendo no canto e arrancar a vitória.

O PSG tem conseguido seus resultados. Está folgado na liderança da Ligue 1 e deve se classificar na fase de grupos da Champions League. Mas as atuações coletivas estão fracas, e o time está longe de corresponder à expectativa que criou ao alinhar craques como Neymar, Messi, Mbappé e companhia durante o mercado de transferências.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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